Simbologias
Talismãs/amuletos
Alguns, diz o Espírito Emmanuel, em sua obra O Consolador, em resposta à Questão 214, recolhem-se para meditar, acompanhados de um objeto para auxiliar na concentração e atingirem determinado estágio de desprendimento.
Outros, somente acreditam na eficácia de suas preces quando estão frente a imagens e símbolos.
Outros ainda, exemplifica Raul Teixeira, tomam banho com certas erva e sais, usam roupas de determinada cor para se protegerem, para livrarem-se de energias negativas que eles mesmos “...assimilaram espiritualmente”. (TEIXEIRA, Raul. Vida e Valores.1ª Ed. Pg.136.)
“Nenhum desses expedientes exteriores – continua Raul -, resolve questões do íntimo do ser. Se os banhos funcionassem – exemplifica -, banharíamos, nas penitenciárias, todos os criminosos com essas ervas, essas essências, esses sais e todos se transformariam, da noite para o dia, em pessoas nobres, de bem”.
Há aqueles que acendem uma vela de determinada cor para seu anjo protetor que nem sabem quem é, e nem sua evolução.
Se um ser espiritual desses precisa de um pedaço de vela, do que precisamos nós?
Essências, velas perfumadas, banhos de sais e ervas, roupas de determinadas cores, podem fazer bem para o físico, para o ambiente. O que não podemos é confundir “...essa mitologia com a realidade da alma”.
“Nenhum desses expedientes externos resolve questões do íntimo do ser.
De nada adianta adotarmos certos rituais se não tivermos controle sobre nossos pensamentos e nossos atos.
Se fosse tão fácil usar desses artifícios para vivermos na Terra, tudo se resolveria como num passe de mágica.
O que tivermos que passar, passaremos, com ou sem amuletos.
Nosso maior amuleto é divino, o tempo, que nos permite construirmos nossa própria essência espiritual através da evolução moral, “...da construção do lar, da família, a boa execução dos trabalhos”, da reconciliação com nossos adversários, da caridade.
E Emmanuel nos lembra que o verdadeiro talismã é nosso próprio coração “...afeito à harmonia, à humildade e ao amor, o integral cumprimento dos desígnios de Deus”.