Boa notícia para os comerciários de Erechim. Após dois anos de espera, o sindicato da categoria anunciou que foram fechadas as convenções coletivas referentes a dois reajustes salariais ocorridos em junho de 2015 e junho de 2016. De acordo com o Sindicomerciários, ainda este ano, também em junho, mais uma negociação será feita a fim de aumentar o piso de empregados nos setores de atacado e varejo do município.
Para o setor atacadista, os valores referentes ao reajuste de 2015 representam um acréscimo de 8,76% em relação ao salário base de junho de 2014. Na época, o montante atualizado seria de R$ 1.040 (empregados em geral). Já em 2016, foi determinado um aumento de 9,82% - o que elevaria o salário a R$ 1.155. No setor varejista de gêneros alimentícios, por sua vez, os valores passaram para R$ 1.053 em 2015 e a R$ 1.155 no ano passado.
Retroativos serão quitados
Também ficou determinado na convenção coletiva que as diferenças salariais de ambos os setores deverão ser pagas integralmente pelas empresas. De acordo com o Sindicomerciários, os funcionários de atacado devem, obrigatoriamente, receber ainda este mês os valores retroativos referentes aos dois reajustes. No varejo, as diferenças podem ser parceladas em até três vezes, sendo totalmente quitadas até junho deste ano.
De acordo com a presidente do Sindicomerciários de Erechim, Débora Martins Pinto, apesar da demora para fechar as convenções - sobretudo por questões externas, como a difícil situação econômica pela qual passam o Rio Grande do Sul e o Brasil - a aprovação dos reajustes é uma grande conquista. "Pro comerciário isso gera uma grande diferença, já que irão receber o retroativo acumulado de dois anos. Vai ser um valor alto e muito bom para o bolso dos funcionários", destaca.
O sindicado reforça que os comerciários devem ficar atentos a seus direitos e demais definições da convenção coletiva. Os documentos e informações estão disponíveis no site do Sindicomerciários (www.sindicomerciarios-erechim.com.br) e na página do Facebook (facebook.com/Sindicomerciarios-Erechim). "Pedimos que nos comuniquem sobre qualquer dúvida ou problema com o pagamento desses valores, para que possamos fiscalizar as empresas", completa Débora.