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Economia

Chuva em peso, comércio em pausa

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Por Da redação
Foto Najaska Martins

Lojistas otimistas apesar de o clima dos últimos dias ter desmotivado os consumidores a irem às compras

A chuva contínua dos últimos dias criou um cenário pouco positivo para o comércio de Erechim, que registrou queda nas vendas, especialmente nesta semana. O baixo movimento nas lojas também foi impulsionado pela dificuldade de encontrar estacionamento, especialmente nas principais avenidas da cidade, conforme aponta a presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Lindanir Canelo.

Segundo a dirigente, o impacto foi sentido nas lojas de todos os setores do comércio. "Quando chove acabamos enfrentando um problema bastante sério relacionado ao estacionamento, pois os clientes além de evitarem se deslocar, quando o fazem buscam vagas próximas às lojas e, sabendo da dificuldade de encontrar, acabam desistindo de fazer a compra ou nem chegam a se programar. Soma-se ao clima também o fato de ser fim de mês. Também podemos citar como um dos motivos, os problemas ocasionados pela chuva nas cidades da região, o que impediu a vinda de clientes das cidades vizinhas", elencou.

No setor de vestuário, a expectativa é de que a chuva dê lugar ao frio para que haja uma retomada nas vendas. "Se a chuva afasta os clientes, o frio atrai. Então nosso desejo é que o clima dê uma estabilizada, pois assim os clientes se empenham em comprar", projeta a gerente de uma loja Priscila Balbinotti Nazari. Outra lojista do setor calçadista também destaca a espera pela queda nas temperaturas. "Se esfria as pessoas não se importam de sair de casa. O problema maior é a chuva, então esperamos que ela pare e que deixe o frio chegar de vez", pontua Luana Dallastra.

Em uma loja de materiais de construção, a queda nas vendas foi ainda mais sentida. "Dependemos do clima para vender melhor, afinal, quando chove muitas obras acabam parando. Nesta semana toda, apesar de termos percebido bastante movimento de pessoas nas ruas, a impressão que temos é de que ninguém está disposto a comprar. Só saiu de casa quem realmente precisava", avaliou o vendedor Everton Machado.

Ruim para uns, bom para outros

Se por um lado a chuva em excesso prejudicou as vendas do comércio, por outro, alguns itens foram alvo de grande procura. É o caso das secadoras de roupas. "Acabamos o que tínhamos em nosso estoque, pois a procura foi muito grande. Como não para de chover, as pessoas acabam tendo que buscar alternativas e, mesmo não sendo um produto com valor baixo, as vendas foram muito boas neste período", destaca o gerente de uma loja de eletrodomésticos, Henrique Balestro. Situação semelhante ocorreu em outra loja do segmento, que precisou ir buscar produtos em uma loja da rede na cidade vizinha, já que faltou no estoque.

Dia dos Namorados: expectativa de retomada

Além da espera pelo frio e pela trégua na chuva, a projeção de retomada nas vendas é apoiada no Dia dos Namorados, data que segundo Lindanir, tornou-se a terceira melhor do ano em vendas, perdendo apenas para Natal e Dia das Mães. Segundo ela, a campanha deste ano foi lançada nesta semana. "Os lojistas estão organizando suas vitrines e preparando boas promoções. A gente espera um aumento de 3 a 5% nas vendas. Também teremos o comércio aberto nos próximos fins de semana, o que certamente colabora para boas vendas", completa.

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