O cenário de geração de empregos recuou e gerou um saldo negativo no mês de maio em Erechim. O resultado de -51 vagas de trabalho com carteira assinada é orindo de 1.047 contratações e 1.098 desligamentos. Os dados fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), elaborado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), divulgados ontem (20). Em 2017, os quatro primeiros meses contabilizaram 5.819 admissões e 5.576 desligamentos.
Cenário em cada setor
O setor que mais provoca preocupação no momento é o da construção civil que fechou o último mês com saldo de -92 postos de trabalho, resultado de 119 admissões e 211 desligamentos. Em segundo lugar está a indústria de transformação que encerrou o mês de maio com saldo negativo para 20 vagas, oriundo de 374 admissões e 394 demissões.
Em terceiro lugar está a agropecuária que retraiu e contabilizou quatro admissões, sete demissões, gerando um saldo de -3. No mês de abril foram 16 admissões e oito demissões, saldo de oito vagas.
Na opinião do presidente do Sindicato Rural de Erechim, João Picoli, este cenário é considerado normal em razão do período do ano que marca a entresafra. Diante disso, considerando que poucos agricultores estão investindo no plantio do trigo, acaba ocorrendo a demissão de funcionários. “A tendência é melhorar somente no fim do ano. A previsão para este mês é que os números se mantenham ou ocorram mais desligamentos”, comenta.
A reação na geração de empregos foi para os setores do comércio e também o de serviços, os quais registraram o saldo positivo para 34 vagas e 30 vagas, respectivamente.O comércio teve 267 admissões e 233 demissões. Já a área de serviços registrou 281 admissões e 251 demissões.
Estado e País
Em maio, o mercado brasileiro abriu 34.253 novos postos de trabalho, segundo dados do Caged. É o segundo mês consecutivo, e a terceira vez no ano, em que o país registra mais vagas abertas do que fechadas. Em abril, o país já havia criado 59.856 mil vagas de emprego formal.
Os setores que contribuíram com a criação de vagas formais em maio foram agropecuária (46.049 novos postos), serviços (1.989 vagas), indústria da transformação (1.433 vagas) e administração pública (955 novos postos de trabalho).
Os setores que fecharam vagas formais foram comércio (-11.254 postos), construção civil (-4.021), indústria extrativa mineral (-510 postos de trabalho).
O cenário de geração de empregos gerou um saldo negativo no mês de maio no Estado do Rio Grande do Sul. O total entre todos os setores considerados foi de -12.360. A indústria de transformação foi o setor que registrou números mais preocupantes, totalizando: -4.501 vagas de trabalho, seguido da agropecuária: -3.287. O setor do comércio registrou -2.292 e o de serviços ficou na quarta colocação, com o saldo de -1.239.