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Deputado sugere formação de grupo para debater a venda de carnes e frios

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Deputado sugere formação de grupo de trabalho para debater
Deputado sugere formação de grupo de trabalho para debater
Por Assessoria de imprensa
Foto Wilson Cardoso

Mais de 400 pessoas se reuniram nesta quarta-feira (28) no Teatro Dante Barone, na Assembleia Legislativa, para debater sobre o Decreto Estadual nº 53.304/2016, que dispõe sobre a comercialização e manuseio de carnes e derivados no Rio Grande do Sul. A audiência pública foi promovida em conjunto pelas comissões de Saúde e Meio Ambiente e de Assuntos Municipais do Parlamento.

O ato contou com a presença de deputados, prefeitos, vereadores, donos de estabelecimentos comerciais, consumidores, representantes de entidades, entre outros.

Primeiro parlamentar a protocolar o pedido para a realização da audiência pública, o deputado estadual Gilmar Sossella (PDT), sugeriu a criação de um grupo de trabalho. A intenção é reunir Executivo, Legislativo, Ministério Público, áreas técnicas e representantes de entidades e de estabelecimentos comerciais.

“A partir disso, estaremos elaborando um projeto de lei que viabilize a venda, sem prejudicar os pequenos comerciantes e que também atenda às questões ligadas à saúde. Em um País com 13 milhões de desempregados, quem gera renda são os pequenos empresários”, destacou Sossella.

Na semana passada, o governo estadual prorrogou o prazo para que a nova legislação passe a vigorar. A alteração foi publicada na última sexta-feira (23) no Diário Oficial. No entanto, os participantes do encontro na Assembleia defenderam a revogação do Decreto Estadual.

“Essa lei foi feita para inviabilizar o pequeno e o médio comerciante. São mais de 30 mil trabalhadores que serão atingidos no Estado”, informou o representante da Federação dos Comerciários do RS, Victor Spinosa.  “O maior fiscal é o cliente”, alegou Sérgio Lourenço, representante do Mercado Público de Porto Alegre, onde cerca de 1,2 mil pessoas trabalham.

Entre as novas regras – e mais criticadas -, está a permissão de fracionamento de carne com temperatura a 10ºC; além da proibição da venda de carne temperada e miúdos que não estejam embalados, e o descongelamento de produtos para vendê-los como resfriados. Além disso, exige que a venda da carne moída só ocorra quando ela for triturada na hora, na frente do cliente.

Após o fim da audiência pública, Sossella e uma comitiva de deputados e pequenos comerciantes foram até o Palácio Piratini, onde entregaram um documento com mais de oito mil assinaturas contrárias ao Decreto Estadual e também com os encaminhamentos do encontro.

O chefe da Casa Civil, Fábio Branco, acolheu as solicitações do Parlamento gaúcho e disse que o governo fará parte do grupo de trabalho em busca de uma solução que atenda às necessidades dos pequenos e médios comerciantes e também mantenha as condições sanitárias em dia.

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