O Ministério do Trabalho e Emprego divulgou na tarde desta segunda-feira (17), os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (caged), relativos ao mês de junho, fechando assim o primeiro semestre de 2017. E pelos segundo mês consecutivo apresenta números negativos. Dos quatro principais segmentos da economia, três fecharam no negativo - construção civil, comércio e serviços. A indústria de transformação apresentou melhoras e registrou crescimento na criação de novos postos de trabalho. No geral, é o segundo mês consecutivo que os índices fecham no negativo.
Os números apontam, somando todos os segmentos, 147 vagas fechadas em junho, com 889 admissões e 1036 demissões. Computados os dados do primeiro semestre, no geral, Erechim criou 93 vagas. Foram 6.721 contratações e 6.628 desligamentos.
Indústria de transformação
Nos primeiros quatro meses do ano fechou no positivo. Em maio sofreu uma pequena retração e voltou a crescer em junho, período em que foram contratados 308 trabalhadores e demitidos 281 com carteira assinada, criando 27 novas vagas. No ano de 2017 é o setor que apresenta os melhores índices com 341 novos postos de trabalho. Mas quando somados os último doze meses, que compreende o período de julho de 2016 a junho de 2017, os números ainda são preocupantes, com o fechamento de 1.466 vagas.
Construção civil
A construção civil é o segmento da economia que mais preocupa no ano em Erechim. Pelo quarto mês consecutivo apresenta números negativos. No mês de junho demitiu 203 trabalhadores e contratou 101, fechando no negativo de 102 vagas sem carteira assinada.
Na soma geral do primeiro semestre, apresenta os piores índices entre todos os segmentos da economia, com o fechamento de 299 postos de trabalho. E nos últimos 12 meses, este números são piores ainda, com 826 vagas que deixaram de existir.
Comércio
No primeiro quadrimestre do ano o comércio registrou números negativos. No mês de maio, em função do Dia das Mães, mais contratou que demitiu. Agora em junho, novamente apresenta retração de 50 vagas fechadas com carteira assinada, já que contratou 242 trabalhadores e demitiu 292. No ano de 2017, em seis meses já fechou 159 postos de trabalho, sendo o segundo pior segmento pesquisado pelo Caged, atrás apenas da Construção Civil.
Calculando os últimos doze meses - julho de 2016 a junho de 2017 - gastou a gordura de 2016, quando foi um dos principais setores da economia, deixando de empregar 71 trabalhadores.
Serviços
O setor de Serviços empregou mais do que demitiu ao longo dos cinco primeiros meses deste ano, e em junho pela primeira vez registrou números negativos. Foram 2341 admissões e 253 demissões, um saldo negativo de 22 vagas. Mesmo assim no acumulado do primeiro semestre, já criou 205 postos de trabalho com carteira assinada. E nos últimos doze meses apresenta uma estagnação, com a contratação de 3.227 trabalhadores e demissão de 3.226 (apenas uma vaga criada)
Outros segmentos
Outros segmentos de menor impacto na economia (com relação a contratação de pessoal) como extrativa mineral, serviço industrial de utilidade pública, administração pública e agropecuária, criaram em junho sete vagas de trabalho e demitiram outras sete trabalhadores com saldo zero. No ano, todos juntos criaram cinco postos de trabalho.
O acumulado
No ano passado (2016) foram 12.555 vagas criadas e 15.311 desligamentos, com 2.756 postos a menos de trabalho com carteira assinada em Erechim. Com a crise econômica que assola o país, o último triênio (2014, 2015 e 2016), apenas em Erechim 7.515 vagas de trabalho deixaram de existir. Somados ao primeiro semestre de 2017, que no geral teve uma melhora de 93 vagas criadas em todos os segmentos, em 3,5 anos, fecharam em Erechim 7.422 postos de trabalho.