Com o propósito de ampliar a rentabilidade e a segurança no que se refere ao armazenamento de grãos nas propriedades, muitos produtores estão investindo em silos próprios.
O engenheiro agrônomo e Assistente Técnico Regional da Emater, Carlos Angonese, explica que o sistema de armazenagem vem sendo aprimorado e se torna um investimento cada vez mais necessário nas propriedades, por conta de que, a atividade terceirizada se torna algo caro. Segundo ele, muitos produtores vêm aumentando significativamente o interesse em construir os espaços de armazenagem.
"Entre as vantagens está a economia e a agregação de valor para quem armazena que consegue capitalizar os recursos com mais segurança", salienta.
O custo médio é de R$ 20 a R$ 30 por saco armazenagem. "Além disso, não há pagamento de frete, os produtores têm descontos menores, melhor qualidade de grãos e permite a eleso gerenciamento próprio", pontua Angonese, destacando a qualidade da assistência técnica oferecida pela Emater. "É de primeiro mundo e contempla projetos de R$ 50 a R$ 100 mil. Além disso a entidade viabiliza o projeto de crédito e capacitação que permite o manejo sem desperdícios", comenta.
O engenheiro agrônomo orienta que os agricultores devem refletir mais na questão de gerenciamento das oportunidades visando aumentar a rentabilidade.
Um exemplo de investidor na área de armazenagem na região do Alto Uruguai é o produtor Gentil Banbiera, que reside na localidade de linha Gramado, em Paulo Bento.
O espaço que foi construído há cerca de 10 anos, possui capacidade para cinco mil sacos, divididos em quatro tubos. "É mais seguro ter o produto em casa, rentabilidade maior, menos gastos. Utilizamos esse espaço para as culturas de milho, soja, trigo e é muito viável, pois diminui o risco e garantimos mais renda vendendo direto ao consumidor", afirmou o produtor.
Gentil contou que na época que optou por investir, teve o gasto de R$ 70 mil. No ano de 2015 aprimorou o sistema e adquiriu um elevador para facilitar o trabalho.
"Já sentimos a necessidade de ampliar o espaço, pois o foco central da propriedade familiar é o trabalho na área de grãos", reforça.