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Saúde

Dia Nacional da Saúde: olhar amplo para a qualidade dos serviços

Lideranças destacam as conquistas e a expectativa para o futuro no setor

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Por Izabel Seehaber - izabel@jornalbomdia.com.br
Foto Divulgação

O Dia Nacional da Saúde é celebrado neste sábado (5) no Brasil. A data tem o objetivo de conscientizar a sociedade brasileira sobre a importância da educação sanitária, despertando na população o valor da saúde. O Dia da Saúde também serve para homenagear e recordar a vida e o trabalho de Oswaldo Cruz, um dos principais responsáveis pelas erradicações de perigosas epidemias que acometiam o Brasil no final do século XIX e começo do século XX.

Para avaliar o atual momento na área da saúde, a reportagem do Bom Dia conversou com lideranças locais, as quais destacaram as evoluções e expectativas para o futuro no setor na região.

O ginecologista e obstetra, nomeado coordenador do curso de Medicina da URI, Dr. Sérgio Bigolin, destaca que não podemos dissociar as áreas da saúde, educação, segurança, do atual momento econômico e político vivenciado pelo país. “A fase delicada reflete na saúde e isso não se refere somente aos investimentos em tecnologia, mas em manter o que temos em funcionamento, tanto na saúde pública como na privada”, afirma.

Segundo o médico, a médio prazo o que fornece um pouco de alento, são os investimentos dos municípios em educação. Tal comportamento possibilita um olhar diferenciado nas profissões no futuro. “Se estamos prestes a receber mais um curso em nosso município, isso nos dá uma esperança de melhora a curto e médio prazo. Temos outros cursos na área da saúde e agora, medicina, com o objetivo de formar profissionais, isso vai se refletir tanto na área acadêmica como também na assistência e gerenciamento”, pontua.

Do mesmo modo, o especialista reitera o compromisso da instituição de ensino, o qual vai além da formação de profissionais em saúde. “Ao mesmo tempo estamos reforçando o nosso compromisso de preparar os médicos que já estão atuando, visando sempre a prevenção e promoção em saúde. isso pode se refletir em toda a cadeia, desde as unidades básicas até o nível hospitalar. Nosso compromisso não é somente formar alunos mas melhorar toda a rede de saúde da região”, reitera.

Tal questão, afirma Bigolin, passa por investimentos da universidade e do poder público municipal, pois o curso surge a partir dessa parceria.

Um olhar mais amplo, priorizando a prevenção, pode impactar em vários benefícios. “Hoje em dia registramos agravos em saúde muitas vezes por questões simples, como infecções, doenças respiratórias, tumores, que se fizermos o trabalho preventivo, teremos diminuição de internações e podemos quem sabe retardar os óbitos”, salienta, citando que nesse sentido há uma expectativa importante para a região.

Pesquisas

Atualmente, na opinião do médico, estamos muito dependentes das pesquisas de outros países, tanto no que se refere às descobertas de medicamentos, como de tecnologias. “Porém, toda vez que investimos em educação, a pesquisa está junto. Não temos como desenvolver um projeto se não há pesquisa. A partir do curso de medicina, a tendência é que isso se intensifique”, completa.

Cuidado da saúde física e mental

De acordo com o doutor, entre os problemas que estão chamando a atenção de muitos médicos nos consultórios, tanto na rede pública como privada, está a depressão. “A doença está sendo cada vez mais frequente e isso preocupa ainda mais, pois, quando percebemos que há muitos casos de pessoas tristes ou até mesmo com depressão, a imunidade dessas pessoas fica comprometida e abre espaço para as chamadas doenças oportunistas, tais como infecções urinárias, respiratórias, gastrointestinais. Hoje em dia há também um grande número de casos de câncer que estão relacionados com o sistema imunológico”, explica.

Curso de medicina, preparativos em reta final

A comissão responsável pelo curso de Medicina em Erechim, além de toda a comunidade regional está a cinco anos organizando o projeto e aguarda, há mais de dois, o aval do Ministério da Educação.

Por isso, este mês de agosto é ainda mais importante em todo esse processo, sendo que está programada para os dias 14 e 15 e 16 a visita de técnicos para realizar a última avaliação in loco. O objetivo é conceder a posição de que a instituição está apta a abrir o curso. “A universidade está preparada, estamos com toda a estrutura pronta, além das parcerias com a URI e os órgãos públicos. Após a visita, há um prazo de 90 dias para a assinatura e publicação no Diário Oficial e após isso, o curso poderá oficialmente ser aberto”, comenta. A previsão é para o início de 2018.

Secretário teme situação de recursos

Na área da saúde pública, o secretário municipal de Saúde, Dércio Nonemacher relatou que entre as grandes preocupações de trabalho, está a questão de recursos que devem ser destinados para o setor. “Nos últimos anos vem sendo repassada uma quantidade reduzida de recursos por parte do governo federal. Diante desse quantitativo, resta às prefeituras a complementação para que os serviços sejam mantidos. Porém, estamos sentindo que o governo está repassando a maior parte da responsabilidade aos municípios”, comenta.

Conforme o secretário, Erechim já realiza racionamento de outras despesas e avança em cerca de 20% dos recursos para a área de saúde.  

Além disso, conta com 12 Unidades Básicas, desenvolve programas em várias áreas e dispõe de uma equipe de agentes comunitários que realiza um polo de ligação com a comunidade.

Em andamento

* Construção da Unidade no Bairro Estevão Carraro

* Ampliações no Hospital Santa Terezinha

* Aquisição do tomógrafo

Dércio enfatiza que, diante de um cenário desafiador, a equipe municipal de saúde está bastante otimista quanto à faculdade de medicina. “Sabemos desse potencial que a URI possui e isso aponta que podemos ser um centro de referência em várias áreas, inclusive na saúde”.

Coordenador destaca evolução

Para o coordenador regional de Saúde, José da Cruz, mesmo diante da escassez de recursos, o acesso à saúde vem evoluindo muito. Nesse sentido, uma das questões que merece destaque é a atenção básica. “Devemos primar pela prevenção e estrutura de atendimento. Isso irá refletir em mais qualidade de vida”, reforça.

Segundo o coordenador, as mudanças tecnológicas e a progressão da medicina possibilitam que os cidadãos vivam mais.  “Com tantas dificuldades que enfrenta, o governo segue fazendo a sua parte. “No entanto, saúde não se faz sem recursos. Por isso, o governo federal também possui vários programas que podem auxiliar o setor. Os municípios devem estar associados. Um deles se refere aos cuidados prolongados no caso de pacientes com problemas crônicos, por exemplo”, cita.

Por fim, o coordenador ressalta que nas duas últimas décadas vem sendo registrados avanços significativos na área da saúde. “Hoje em dia é possível obter um diagnóstico e cuidados específicos nas diferentes especialidades. O melhor plano é o Sistema Único de Saúde”, destaca, pontuando que são recursos oriundos de impostos que devem representar mecanismos de boa qualidade no atendimento em saúde.

 

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