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Economia

Construção Civil e Serviços registram bons índices de empregabilidade em Erechim

Setores registraram bons índices de empregabilidade no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados

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Caged
Por Rodrigo Finardi
Foto Rodrigo Finardi

Depois de dois meses seguidos registrando números negativos na criação de empregos, Erechim fechou o mês de julho com saldo positivo. Os números foram divulgados ontem (15) pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), programa do Ministério do Trabalho. A reação do setor da construção civil é o destaque do mês, após passar 120 dias demitindo mais que contratando. A Indústria estagnou, mais ainda é o setor que mais gerou empregos em 2017. O segmento de serviços que no primeiro semestre - só um mês registrou índices desfavoráveis - voltou a crescer. E o comércio novamente apresentou números negativos. Nos sete meses de 2017 em apenas um mês teve números positivos.

Todos os segmentos da economia juntos, admitiram em julho 1.116 trabalhadores com carteiras assinadas. O desligamento foi de 1.057 trabalhadores, fechando o mês com apenas 58 novos postos de trabalho criados. Já no ano de 2017 -sete meses-, Erechim registra 150 novas vagas. No acumulado dos últimos 12 meses, que compreende o período de agosto de 2016 a julho de 2017, os números continuam preocupantes com 2.086 trabalhadores demitidos somados todos os setores.  

Indústria contratou mais no ano

Em julho a indústria contratou 313 trabalhadores e demitiu outros 313, ficando com saldo zero. Mesmo assim, em 2017 já criou 337 novos postos de trabalho com 2.567 admissões e 2.210 desligamentos, sendo o segmento que mais empregou no ano. No cálculo dos últimos doze meses (agosto de 2016 a julho de 2017) é setor da economia que apresenta os piores índices. Demitiu 1.376 trabalhadores.

Reação da construção civil

A construção civil amargou números negativos por quatro meses consecutivos. E agora, em julho, voltou a respirar e criou 46 novos postos de trabalho, admitindo 173 trabalhadores e demitindo 127. Porém nos sete meses do ano é o setor que mais demitiu dos segmentos pesquisados, fechando 251 postos de trabalho. Nos últimos 12 meses, os números também não são animadores, com 654 trabalhadores perdendo o emprego.

Esperança

Para o presidente do Sindicato da Indústria, Construção e do Mobiliário de Erechim (Sinduscon) - que também abrange os municípios do Alto Uruguai - Gilmar Fiebig, os números do Caged representam um bom sinal para o segmento, mas alerta para a instabilidade do país. “Cada vez que a economia dá sinais de melhora, mais um escândalo acontece em Brasília. Essa insegurança afugenta investidores e a classe média, que poderia adquirir seu imóvel, está cada vez mais achatada”. Para Fiebig, em época de crise, a construção civil é o segmento da economia que mais sente. “Se a indústria não contrata, se o comércio não vende, o nosso segmento sente de imediato esta retração. Mesmo assim, esses números de julho nós dá sinais de esperança, mas precisamos ser realistas com o momento atual que vivemos. Para voltarmos a crescer de forma segura, precisamos políticas públicas que nos dê esta garantia”, finaliza o empresário e arquiteto.

 

 

Comércio reage, mas não o suficiente

Durante os sete meses do ano - apenas em maio - o comércio de Erechim registrou números positivos. No mês de julho, melhorou em relação a junho, mesmo assim mais demitiu que contratou. Foram 238 trabalhadores admitidos com carteira assinada e 241 desligados, saldo negativo de três vagas. No ano de 2017, fechou 162 postos de trabalho. E no acumulado dos últimos 12 meses, os índices são um pouco melhores, quando 86 vagas deixaram de ser criadas.

Serviços volta a crescer

O setor de Serviços é o segundo melhor segmento da economia em Erechim no ano. Depois de um início de ano promissor, junho fechou no negativo, mas voltou a crescer em julho com 84 novas vagas criadas (admitiu 379 e demitiu 296). Ao longo de 2017 é responsável por 290 novos postos de trabalho. E de agosto de 2016 a julho de 2017 - últimos 12 meses - computa números positivos com 92 vagas.

Surpresa

Outros segmentos de menor impacto na economia em Erechim - com relação a contratação de pessoal - como extrativa mineral, serviços industriais de utilidade pública, administração pública e agropecuária, mostraram uma realidade diferente em julho.

O setor de serviços industriais de utilidade pública, não contratou ninguém, mas demitiu 75 trabalhadores, um índice fora dos padrões para Erechim, conforme pesquisa dos últimos anos. Para se ter uma ideia nos últimos 12 meses o setor demitiu 74 trabalhadores, um a menos que no mês de julho.

A extrativa mineral não demitiu ninguém e contratou dois trabalhadores. A administração pública nem contratou e nem demitiu. A agropecuária gerou quatro postos de trabalho- contatou 10 e demitiu 6.

Desde o início da crise econômica em 2014, já foram fechados em Erechim 7.364 vagas de trabalho com carteira assinada.

 

Legenda: Depois de quatro meses registrando números negativos a Construção Civil voltou a contratar

Crédito foto: Rodrigo Finardi

 

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