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Saúde

Presidente do Sindicato Médico visita Erechim

Paulo de Argollo Mendes esteve na redação do Bom Dia na tarde de quarta-feira (16)

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Por Izabel Seehaber - izabel@jornalbomdia.com.br
Foto Izabel Seehaber

Na tarde de quarta-feira (16) a redação do Bom Dia recebeu a visita do presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul, Paulo de Argollo Mendes. Durante o encontro, o médico destacou que está em Erechim para discutir vários assuntos e ter um contato pessoal com os médicos, além de ouvir as demandas e necessidades de melhorias para a categoria. Entre as quais está a questão que se refere à proposta de modernização e inovação na gestão pública, através da qual está previsto um contrato por metas de trabalho e não mais por carga horária no atendimento em saúde. Na próxima semana Mendes estará reunido com o presidente da Famurs, Salmo Dias, para debater o assunto. 

Na opinião do presidente, tal mudança será positiva para todos, principalmente para os pacientes, pois poderá diminuir o tempo de espera e também pode representar mais rendimento aos profissionais.
Outra questão que preocupa é o IPE, o qual, na opinião do presidente, está sendo 'desfeito'. "Atualmente os médicos precisam fazer o ressarcimento dos investimentos. O IPE paga em torno de R$ 37, exige que os pacientes complementem os custos e pressupõe que é desses valores que o médico consegue organizar a estrutura para o atendimento médico. Diante disso, há um desestímulo por parte de muitos profissionais em prosseguir com o plano", relata.  
Atualmente praticamente 10% da população brasileira têm convênio com o IPE. Para o presidente do Simers, o reflexo do desempenho do convênio interfere em todo o sistema, inclusive no SUS. "Se o IPE deixar de existir, essas pessoas podem utilizar mais o Sistema Único de Saúde, aumentando as filas e toda a demanda existente. Por isso os médicos estão realizando assembleias nos municípios para discutir o assunto", pontua. 
Ao mesmo tempo, o presidente do sindicato comenta que, de um modo geral, a situação com os planos está complicada, exceto a Unimed que é administrada pelos próprios médicos. 
As contas da saúde no Estado é outro tema que está em debate nas pautas do sindicato. "O governo deveria investir 12% no setor e na prática são 9% e ainda complementa com salários dos aposentados, hospital da Brigada Militar", critica, dizendo que esteve conversando com o presidente do Tribunal de Contas do Estado e solicitou para que não sejam aprovadas as contas do governo estadual. 
Do mesmo modo, a segurança, aposentadoria são outras preocupações do sindicato. "Se tenhamos que congelar algo, que não sejam os recursos da saúde e da educação", salienta. 
Curso de medicina
Questionado sobre sua opinião em relação ao curso de medicina da URI, Mendes comentou que há uma preocupação por parte do Simers principalmente com a qualidade dos cursos que estão sendo abertos. Ao mesmo tempo, acreditamos que devem ter um hospital-escola e um corpo docente qualificado. "De outro lado, há um número muito significativo de faculdades de medicina em todo o mundo. Somente a Índia possui mais faculdades de medicina que o Brasil. Pensamos que antes de faculdade, precisariam mais investimentos no setor. Contudo, estimamos que a nova faculdade tenha êxito e forme excelentes profissionais", declarou. 

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