O Estado destina 2.536 hectares ao cultivo de oliveiras, com 121 produtores envolvidos, numa média de 20 hectares por área. A área vem sido ampliada significativamente, já que há dois anos, a fruta ocupava 1.700 ha. Todavia, no Alto Uruguai, é inexistente a produção comercial de oliveiras. Mesmo há cerca de três anos empresários e técnicos tenham feito um movimento em busca da implantação de áreas de cultivo no Alto Uruguai. A proposta não foi comprada pelos produtores.
Conforme o agrônomo da Emater, Luiz Ângelo Poletto, a cultura exige grandes áreas de cultivo para ser rentável e esta pode ser uma das razões de não ter sido implantada na região.
“É necessário pelo menos uma área de 30 a 40 hectares para haver um rendimento e isso é bastante para os agricultores familiares da região. Outro motivo é que a atividade seria manual e comparar o custo com o rendimento, ou seja, o valor recebido pelo quilo R$ 2,00 para quem colhe 80 quilos por dia não seria viável. E a implantação da mecanização é preciso pelo menos uma área cultivada em torno de 100 hectares. Somando estes fatores, a implantação da atividade na região acabou não ocorrendo”, explica.
Os principais municípios que cultivam oliveiras no Rio Grande do Sul são Caçapava do Sul, Cachoeira do Sul e El Dourado Sul.
Para fomentar a cadeia, foi fundada nesta quarta-feira, na Expointer, o Instituto Brasileiro da Olivicultura (Ibraoliva). A ideia de constituição do Ibraoliva nasceu em 2016 nas reuniões da Câmara Setorial das Oliveiras da Secretária de Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi). Na ocasião, o governador destacou que a produção de olivas no Rio Grande do Sul vem crescendo e tem qualidade.
O RS é o maior produtor nacional, seguindo os estados de Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e São Paulo cultivando ao todo 3,5 mil hectares de oliveiras. Nos últimos 10 anos a área teve incremento de 500%.
Conforme dados do Ministério da Agricultura, as regiões Sul e Sudeste são as mais propícias ao cultivo devido as temperaturas mais baixas em altitudes acima de mil metros do nível do mar.
A produção não atende à demanda do país, que importa o azeite de Portugal, Espanha, Itália e da Grécia. Já a azeitona é importada da Argentina, Peru e da Espanha. Em 2015 foram importadas 50 mil toneladas de azeite e 67 mil toneladas de azeitona de mesa.