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Economia

Gás de cozinha mais caro

Cozinhar, almoçar fora e até o pãozinho podem sofrer impacto no preço e comerciantes já confirmam reajustes

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Por Rosa Liberman
Foto leandro Zanotto

Cozinhar está custando mais caro. A Petrobras anunciou na terça-feira (5), reajuste de 12,2% para o gás liquefeito de petróleo (GLP) para uso residencial, o chamado gás de cozinha, vendido em botijões de até 13 quilos. O aumento foi decidido pelo Grupo Executivo de Mercado e Preços (Gemp) da empresa e começou a vigorar na quarta-feira (6). Em Erechim, algumas revendas já repassaram o aumento e outras devem fazer nos próximos dias. O resultado é que não somente fazer a comida em casa se tornou mais caro, assim como fazer as refeições em restaurantes e até mesmo comprar o pãozinho para o café vai sofrer aumento, pois a Petrobras reajustou também os preços de venda às distribuidoras do GLP destinado aos usos industrial e comercial. O aumento médio foi de 2,5%.

De acordo com Rosani Moura, gerente da TekGás, nos últimos meses o gás tem sofrido reajuste todo dia 5. “Mas este reajuste foi da Petrobrás e também reposição salarial das engarrafadoras. Então acumulou. E a tendência é de que no dia 21 de setembro ocorra um novo aumento da Petrobrás”, diz.

Rosani comenta que o gás pode ser substituído pela energia elétrica, como o forno elétrico, banhos elétricos. “Mas a energia elétrica acaba sendo mais cara do que o gás”, diz.

O reajuste do botijão de 13 quilos será de 15%, passando de R$ 70 para R$ 78. Já o industrial passa de R$ R$ 310 para R$ 330. “Quem mais vai sentir serão restaurantes, padarias, a indústria, que terão que repassar os aumentos para os consumidores”, salienta.

Carlos Dal’Agnol, gerente da Companhia do Gás comenta que a princípio, o repasse do reajuste deve acontecer já a partir desta quinta-feira (7), mas vão acompanhar o mercado local. Ele explica que no mês de junho o aumento foi de 6,35%, em julho diminuiu 4,65%. Em agosto aumentou 7,9% e agora mais 13%. “Nem falam mais em reajuste, mas em readequação de valores. Todo dia 5 de cada mês é isso”, diz.

Dal’Agnol comenta que acredita que não haja uma diminuição no consumo, mas que vai haver dificuldades de o consumidor pagar pelo gás. “O produto aumenta de preço, mas o salário não acompanha. Pode haver inadimplência”, acrescenta.

O botijão de 13 quilos estava sendo vendido no local por R$ 67 e vai passar a R$ 76. A domicílio estava em R$ 74 e vai passar para R$ 82. O industrial tem aumento de 2,5%, passando de R$ 315 para R$ 325.

 Dirceu Marin, representante da Marin LiquiGás comenta que somado o aumento de 12,2% da Petrobrás, mais os 7% do dissídio salarial das engarrafadoras que anualmente acontece em setembro, ainda não calculou o reajuste que vai colocar sobre o valor de venda. Isto porque ainda tem produto em estoque pelo menos até o fim de semana. Por enquanto, o botijão de 13 quilos está sendo vendido na porta em R$ 64 e a domicílio R$ 74. Já o industrial está R$ 315.

 

 

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