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Rural

Área de milho deve recuar em mais de 30%

Semeadura do cereal já iniciou, mas se intensifica na região na próxima semana

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Por Rosa Liberman - rosa@jornalbomdia.com.br
Foto Antonio Grzybowski

Os produtores estão preparando o solo para receber a safra de verão nos próximos dias. No Alto Uruguai o milho já começou a ser semeado, mas na próxima semana se intensifica, seguindo até janeiro. Somente o município de Benjamin Constant do Sul, que planta mais no cedo, já atinge 15% da área. O cultivo do cereal terá redução significativa nesta safra na região, em 30%. A área vai passar de 56 mil hectares para 35 mil ha em 2017/18.

No Estado, conforme divulgação da Emater, o milho grão tem uma projeção de área a ser plantada 11,65% menor do que no ano anterior, que teve 827.651 hectares plantados. A safra que já teve o plantio iniciado deverá ocupar 731.216 hectares. A expectativa de produção também é negativa, para 2017/2018 é esperada a colheita de 4.597.066 toneladas, o que representa -23,87% em relação às 6.038.683 toneladas colhidas no ciclo 2016/2017.

Já o milho silagem ocupava em torno de 18 mil hectares na região e não deve ter redução na área porque é para quem trabalha com produção leiteira.

De acordo com o agrônomo da Emater Regional, Nilton Cipriano de Souza, no momento os produtores estão na fase de preparo do solo e aguardando que a temperatura do solo esquente um pouco mais para iniciar o plantio.

Ele explica que a redução de área se dá em função ao alto custo de produção e pelo preço de comercialização muito baixo desestimula o produtor. “Isso é extremamente prejudicial para a rotação de culturas. Por isso, o produtor que tem mais recursos tem que deixar, pelo menos, 30% da área para a rotação de culturas, pois o milho é que mais deixa palha no solo, deixando-o mais estruturado, mais fértil”, explica.

Segundo o agrônomo, a produtividade esperada na região é semelhante a obtida na safra passada, entre 7.800 a 8000 quilos por hectare, em função da expectativa de condições climáticas favoráveis, sem atuação dos fenômenos El Niño ou La Niña.

O agricultor familiar Marcelo Trichua, (42), reside em Capoerê, interior de Erechim. Ele vai plantar milho nessa semana, mas reduziu sua área de cultivo pela metade. Possui na propriedade 25 hectares e no ano passado destinou 15 ha para o cereal e 10 ha de soja. Neste ano serão apenas oito com milho, sendo que a maior parte é para silagem. Ele possui 36 animais, com 13 vacas em lactação, com uma produção de 370 litros/leite/dia. “O custo é muito alto e vender o milho não compensa, por isso estou produzindo para consumo próprio e, talvez, comercializar um pouco”, diz.

 

 

 

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