De 1º de janeiro até 15 de setembro, foram encaminhados 4.250 projetos de custeio e investimento para um valor a ser liberado de R$ 106.200 milhões, através da Emater Regional e seus escritórios municipais.
São projetadas linhas de financiamento aos pequenos produtores para custeio de lavouras de milho, trigo, soja, cevada e investimento. Também são elaborados projetos para aquisição de equipamentos, utilitários, máquinas agrícolas, construção de unidades armazenadoras (mais de 60 este ano), construção de agroindústria, construção de pocilgas, aquisição de matrizes leiteiras e de bovinos de corte, correção de solo, irrigação, construção de estufas e custeio para cultivos de frutas como laranja, uva e pêssego.
Na região, a atividade está sob a coordenação do engenheiro agrônomo e assistente técnico regional Luiz Angelo Poletto. Segundo ele em alguns municípios, os recursos projetados chegam a ser metade do orçamento municipal. Na região do Alto Uruguai, os projetos elaborados pela Emater são encaminhados para as instituições financeiras Sicredi, Banco do Brasil, Cresol, Banrisul e Crehnor.
Os juros para Agricultura Familiar através do Pronaf são basicamente para custeio - 2,5% a 5,5% ao ano, com prazo de um ano para pagamento. Para investimento (Pronaf) juros de 2,5% a 5,5%, conforme a linha de crédito e o prazo de pagamento de até 10 anos.
De acordo com Poletto, os municípios com maior números de projetos e maiores valores liberados são (até o momento): Barão de Cotegipe (R$ 7.870.900,00 e 356 projetos); Sertão (R$ 7.250.211,00 e 251 projetos); Barra do Rio Azul (R$ 6.620.062,00 e 231 projetos); Floriano Peixoto (R$ 5.900.000,00 e 217 projetos); Erval Grande (R$ 5.600.339,00 e 155 projetos); Erechim (R$ 5.503.956,00 e 196 projetos); e Paulo Bento (R$ 5.160.780,00 e 205 projetos).
"Cabe salientar que estes recursos movimentam a economia local dos municípios", observa Poletto. Segundo ele, o montante refere-se apenas aos projetos de crédito rural, da linha Pronaf, elaborados pelo Emater/RS-Ascar na região. Mas existem outras empresas que realizam este tipo de assistência aos produtores que não integram o público preferencial atendido pela Emater/RS-Ascar.