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Rural

Irrigação: tecnologia garante produção constante

País é um dos 10 do mundo que mais utiliza complemento da água da chuva na agricultura. No Alto Uruguai, pastagens e fruticultura são as culturas mais irrigadas

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Por Rosa Liberman - rosa@jornalbomdia.com.br
Foto Divulgação Emater Municipal

De acordo com pesquisa divulgada pela Agência Nacional de Águas (ANA), o Brasil está entre os dez países com a maior área irrigada do mundo. Conforme o Atlas Irrigação: uso da água na agricultura irrigada, o país tem 6,95 milhões de hectares que produzem alimentos utilizando diferentes técnicas de irrigação. A pesquisa lançada na segunda-feira (2), mostra que a área irrigada é de 20% da área potencial para a atividade.

No Rio Grande do Sul são 1,280 milhão hectares irrigados, considerando que 1 mi ha são de arroz e o restante de pivô com milho e soja e irrigação por aspersão convencional, com pastagem e outras culturas, como feijão. Por gotejamento são cultivadas a fruticultura e olericultura.

De acordo com o agrônomo da Emater e coordenador estadual da Irrigação, José Enoir Daniel, a área irrigada no Estado esteve numa crescente entre os anos 2013 e 2015 e agora tem se mantido estável. “Ainda continuamos investimento em área irrigada, pois temos água e área, o que nos barra um pouco é a potência de energia elétrica”, diz. Os agricultores que utilizam pivô, são grandes e médios produtores. Já em termos de quantidade de projetos, são agricultores familiares. A Emater tem em torno de 8 mil projetos instalados com irrigação, com uma média de 2 hectares de área em cada projeto.

“A irrigação é a tecnologia de produção. Ela não combate a seca, mas complementa a água da chuva”, salienta. Ela tem favorecido para o aumento da produtividade da culturas e manutenção das pastagens.

Para Daniel, o futuro da irrigação no Estado é de expansão, porque muitos agricultores vêm instalando a tecnologia e está dando resultados. Já na parte ambiental, está favorecendo, pois os órgãos ambientais estão agilizando a liberação das licenças, e isso também favorece a decisão do agricultor em implantar o sistema de irrigação.

O agrônomo da Emater Regional de Erechim, Luiz Ângelo Poletto salienta que grande parte dos projetos de irrigação do Alto Uruguai estão relacionados à fruticultura, principalmente junto ao morango. Por isso que o cultivo da fruta tem aumentado, assim como a produtividade tem se destacado. “A safra tem sido anual e o agricultor utiliza a irrigação como fonte de fertilização, colocando os nutrientes”, explica.

A maior parte das hortaliças cultivadas na região também está sendo no sistema de irrigação. Isso tem dado mais estabilidade na produção e aumento da produtividade. Desta forma, os produtores conseguem garantir a entrega de produtos aos consumidores de modo mais regular.

De acordo com o técnico da Emater Municipal, Adriano Szynkaruk, tanto em Erechim como na região, os projetos de irrigação se dão principalmente em pastagens, visando garantir uma produção constante na oferta de leite, fruticultura e hortaliças. “É importante adotar a irrigação para manter uma produção mais constante e não sofrer quedas bruscas por causa de estiagens”, diz.

Além disso, o técnico explica que o agricultor faz um monitoramento e irriga quando necessário, ou seja, quando é preciso fazer um complemento da água da chuva.

 

 

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