O trigo ocupa 29.100 hectares no Alto Uruguai e a colheita iniciou recentemente, atingindo 0,5% da área plantada, se restringindo ao município de Cruzaltense, com uma média de produtividade de 3.300 quilos por hectare. Até o momento, as condições climáticas não prejudicaram as lavouras.
O agrônomo da Emater Regional, Nilton Cipriano de Souza, explica que 11% da área está maduro por colher, 82% na fase de enchimento de grãos e 6,5% na fase de floração. “Apesar das variações do clima, com um período de pouca chuva, depois chuva torrencial e granizo, houve desenvolvimento de manchas foliares (doenças fúngicas), mas os produtores realizaram os devidos tratamentos e a doença foi controlada, sem causar prejuízos e danos na produção”, ressalta o agrônomo.
Entretanto, Cipriano salienta que o que ocorreu de maneira geral nas lavouras de trigo do Alto Uruguai, em função do atraso na semeadura por causa do excesso de chuva, foi que as plantas não desenvolveram todo seu potencial em termos de altura. “Mas a princípio, isso não vai tirar o potencial produtivo da lavoura”, acrescenta.
Com relação à previsão de chuva para a semana, o agrônomo explica que se ocorrer em excesso e com ventos, pode acamar as plantas, e o trigo não vai se recuperar e, neste caso, possivelmente vai haver perdas. “Mas as previsões indicam chuvas isoladas, então não podemos afirmar que as condições climáticas vão ocasionar danos”, diz.
A colheita na região acontece até a metade de novembro.
Produtores se preparam para semeadura da soja
Conforme o período do zoneamento agroclimático, a semeadura da soja inicia dia 21 de setembro na região se estendendo até 31 de dezembro. Mas a maior concentração se dá a partir do dia 15 de outubro, tendo em vista o resultado dos rendimentos das últimas safras, que são mais favoráveis a partir dessa data. “Além disso, a partir da segunda metade de outubro as condições do solo também estão mais benéficas ao plantio”, diz Cipriano.
A soja deverá ocupar no Alto Uruguai 245 mil hectares, um aumento de área em torno de 11% com relação à safra passada. A expectativa de produtividade é de 3.600 quilos por hectare se as condições climáticas se mantiverem favoráveis ao desenvolvimento da oleaginosa.