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Rural

Vitivinicultura é debatida em Erechim

Consumo de vinhos nacionais está diminuindo em relação aos importados, que entram com preços mais competitivos

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Por Assessoria de Imprensa
Foto Terezinha Vilk/Emater/RS-Ascar

Mais de 100 pessoas, entre produtores e técnicos da Emater participaram das palestras técnicas ministradas pelo diretor da Cooperativa Vitivinícola Aurora, Hermínio Ficagna, e pelo engenheiro agrônomo responsável pelo Departamento Agrícola da cooperativa, Lidovino Bavaresco, na noite de quarta-feira (10), na Cantina Trentin. O evento foi promovido pela Emater/RS-Ascar, através do Escritório Regional de Erechim, em parceria com a prefeitura.

Em relação ao mercado, Ficagna observou que vem diminuindo o consumo de vinhos nacionais em relação aos vinhos importados que entram com preços mais competitivos, ao traçar um panorama com a evolução do mercado no Brasil. Segundo ele, vários fatores contribuem para este cenário, para enfrentar a concorrência com outros países como Chile, Argentina, Uruguai e Portugal como subsídios.
"Precisamos de políticas públicas destinadas ao setor vitivinícola", avaliou como alternativa para enfrentar este mercado. Outras dificuldades estão no custo de produção, logística, sazonalidade. Mas chamou a atenção para oportunidades que se apresentam como o crescimento pelo interesse pelo vinho, qualificação da demanda, diversificação da oferta. "A atividade vem crescendo na Serra gaúcha".
Segundo Ficagna, a Aurora distribui mais de 70 mil mudas e todo ano há um aumento da área cultivada de 30 a 40 hectares. A produção orgânica também foi destacada como potencial de mercado. O diretor disse ainda que tanto os espumantes como os moscatéis e sucos naturais têm crescido o consumo no Estado e no país. Ele destacou que de 2000 a 2016 houve um crescimento significativo. "O espumante gaúcho não perde em nada em qualidade para os franceses", comparou.
O engenheiro agrônomo Lidovino Bavaresco, falou sobre o manejo das videiras. Entre as recomendações, chamou a atenção para a eração do vinhedo para evitar doenças. "Doenças a gente não cura, mas previne". Também destacou a importância do manejo do solo e da planta como fatores importantes na produtividade com qualidade. "Quanto ao clima não temos o que fazer. A análise do solo garante equilíbrio e redução de custos”. Bavaresco abordou ainda as principais doenças e formas de tratamento.
Enquanto na região da Serra cresce o aumento pela atividade e da área cultivada, na região do Alto Uruguai, o assistente técnico regional, Luiz Angelo Poletto, observou que nos três últimos anos houve uma redução na área de cultivo de videiras de 700 hectares para 560 hectares. "Nosso objetivo é aumentar a área cultivada e aumentar a produtividade que no último ano foi de 18 mil quilos de uva por hectare, muito baixa se for comparada com a Serra gaúcha, que foi em torno de 35 mil quilos por hectare", frisou Poletto.

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