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Cultura

Dia da Bandeira: símbolo da Nação

Presidente da Liga da Defesa Nacional defende maior conhecimento e conscientização sobre questões de civismo

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Por Da Redação - jornalismo@jornalbomdia.com.br
Foto Divulgação

Presidente da Liga da Defesa Nacional defende maior conhecimento e conscientização sobre questões de civismo

Imponente, com suas cores fortes e marcantes, ela tremula diariamente em um dos pontos centrais da cidade. Na praça que leva seu nome em Erechim, a Bandeira Nacional - que tem seu dia comemorado neste domingo, 19 de novembro – pode ser vista até mesmo a quilômetros de distância. Quem a enxerga, porém, talvez não entenda toda a sua representatividade, já que muito mais do que um simples tecido, “é ela quem identifica toda uma nação, além de ser um dos principais símbolos do país”, como destaca o atual presidente do núcleo de Erechim da Liga da Defesa Nacional (LDN), Claudio Roberto Madalozzo.

Sua comemoração no dia 19 de novembro ocorre desde o ano de 1889, após a Proclamação da República, ocorrida quatro dias antes. Na ocasião a bandeira que representava o Império foi substituída, dando lugar à uma flâmula republicana, que simbolizava as mudanças que o Brasil passava naquele momento, além de representar a simbologia que estava agregada ao regime republicano, como a ideia de um Estado-nação, o patriotismo e o surgimento do sentimento nacionalista.

Ao destacar a representatividade de suas cores com as características ligadas ao país, o presidente da LDN explica que as estrelas distribuídas na bandeira assim estavam no céu do Rio de Janeiro no dia quinze de novembro de 1889. “A nossa bandeira passou por várias adequações até chegar ao que é hoje. Ela se configura como um dos nossos principais símbolos e, por isso, necessita de cuidados especiais e precisa seguir algumas regras”, afirma. Neste sentido ele destaca, por exemplo, o fato de que toda Bandeira Nacional que deixar de ser utilizada por algum dano, precisa ser entregue dobrada à uma entidade militar para que esta seja incinerada em uma cerimônia realizada no dia 19 de novembro. Em Erechim quem recebe as bandeiras para dar este destino é o 13º Batalhão de Polícia Militar.

Para além disso, a Bandeira Nacional, também reúne detalhes obrigatórios que devem ser obedecidos, de acordo a com a legislação. O tamanho, a precisão nas cores, a disposição das estrelas que representam os estados e da faixa central devem ser seguidos à risca, assim como a forma como ela é homenageada e guardada. “Um exemplo disso é a disposição das bandeiras perante às demais. Quando várias bandeiras são hasteadas ou arriadas ao mesmo tempo, ela precisa ser a primeira a chegar ao topo e a última a descer, além de outras especificações quanto ao seu posicionamento”.

Para esclarecer aspectos nesse sentido, Madalozzo explica que a LDN está com preparativos para um projeto que será desenvolvido no próximo ano com escolas de Erechim. “Apesar de termos legislações, muitas questões relacionadas ao civismo não são conhecidas da população, ou não são respeitadas. Uma delas, por exemplo, determina que a Bandeira Nacional seja hasteada semanalmente nas escolas, o que raramente é cumprido. Temos um hino à Bandeira que também é pouco conhecido. Nesse projeto que estamos trabalhando para o próximo ano buscamos justamente promover uma conscientização e, consequentemente, despertar o civismo e o amor pela nossa pátria e nossos símbolos”, explica.

O projeto, assim como outras iniciativas que a Liga protagoniza e planeja, como as comemorações relativas a datas como Sete de Setembro e Tiradentes resumem seu papel que, conforme Madalozzo, é o de “despertar o civismo e a cultura”. Neste contexto, ele adianta ainda uma proposta de concurso de redação que deverá ser realizado no ano do centenário de Erechim, voltado a Tiradentes. “Além de incentivarmos e conscientizarmos sobre o civismo, devemos ser exemplo e, por isso estamos a frente destas iniciativas para que toda a comunidade possa acompanhar, desenvolver e perpetuar o amor pela pátria”, completou.

 

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