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Economia

Erechim está no mapa da CAOA Chery

Fusão entre empresa brasileira e chinesa vai trazer benefícios para consumidores da região diz empresário do setor Enoir Butzke

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Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Ígor Dalla Rosa Müller

A indústria automotiva do país vai sofrer uma grande transformação e, sem dúvida, o maior beneficiado será o consumidor brasileiro, com reflexos também no Alto Uruguai. Isto porque, no mês de novembro foi oficializada a marca CAOA Chery, primeira montadora de carros 100% nacional.

Em 2010 com a recém chegada Chery ao Brasil, os empresários erechinenses Enoir Butzke e Ana Dias, consolidados no setor de motocicletas, resolveram apostar em um novo segmento de negócios: carros. A partir daí começaram a vender a marca Chery no Norte do Rio Grande do Sul.

Tarefa nada simples, abrir mercado com um produto novo, vindo da China. Hoje, apesar da crise que afetou todos os setores da economia, inclusive os veículos, os empresários têm duas concessionárias da Chery, uma em Passo Fundo e outra em Chapecó, e um ponto de vendas em Erechim (Redecar).

Butzke destaca que a parceria entre a Chery e CAOA vai mudar todo o panorama do setor automotivo brasileiro, “porque ninguém melhor do que o grupo CAOA para construir uma marca”, afirma.

Ele comenta que o fundador da CAOA (Carlos Alberto de Oliveira Andrade) queria construir uma marca própria não dependendo dos coreanos como é no caso da Hyundai. “Por isso fez este acerto com a Chery comprando parte da fábrica e da operação, sendo também concessionário”, observa.  

“Para nós é uma notícia maravilhosa, porque a partir de agora a nossa marca será muito mais conhecida. No final de semana que se divulgou a operação todas as revistas especializadas do país já falaram sobre a marca”, explica.  

O empresário explica que para abrir mercado houve muito trabalho de porta em porta, agora com a parceria da CAOA Chery a marca ganha visibilidade nacional.

Apesar das dificuldades enfrentadas, a Chery sempre foi muito bem vista pelos empresários do setor. Segundo Butzke, com a entrada do grupo CAOA vai surgir carros mais modernos e com novas tecnologias. “Em 2018 já deve ter novidades como o modelo Tiggo 2 produzido no Brasil. A partir de março já teremos este carro na loja de Erechim, Passo Fundo e Chapecó”, observa.

Butzke afirma que a previsão da marca é lançar 11 modelos de carros, hoje com a vinda do Tiggo 2 já são três. “Deve chegar em 11 modelos muito rapidamente pelo valor do investimento, forma de trabalhar e estrutura que tem, acho que vai ser muito rápido alcançar este número”, salienta.

O empresário destaca que a CAOA Chery é uma fusão para redesenhar o setor automobilístico no Brasil, e o melhor, uma empresa totalmente brasileira. “A gente não tem noção do impacto, e o Alto Uruguai está contemplado, já que fomos precursores em representar esta marca nova”, enfatiza.

A aposta de 2010 que hoje ainda gerava preocupação ao empresário, agora se configura num grande mercado. Sendo que nunca faltou peças e os clientes sempre foram bem assistidos. “Os carros são bons e duráveis, desde 2010 não tivemos veículos com problemas de caixa e motor. Nada, somente problemas pontuais”, salienta.

Butzke lembra uma historia que o fundador da CAOA conta, que inicialmente foram os japoneses que quiseram ser conhecidos como belos e bons carros no Brasil. Depois vieram os coreanos, que levaram 15 anos para alcançar este objetivo. E, agora os chineses, que em cinco anos já são reconhecidos como bons carros. “Muito mais rápido que as outras montadoras, porque os produtos se mostram a cada dia com mais qualidade”, comenta.

“A expectativa é positiva, estamos muito felizes e confiantes, em função de já estarmos a 18 anos no mercado de motos, isso traz também confiabilidade aos negócios. Agora o produto sendo amplamente conhecido será mais facilmente vendável”, ressalta. Por fim, Butzke afirma que a aposta do passado vai virar um futuro próspero e longo.

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