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Economia

Parceria com BRDE põe região no mapa dos investimentos

Convênio inédito no estado entra em funcionamento a partir de 2018

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Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Ígor Dalla Rosa Müller

A Agência de Desenvolvimento do Alto Uruguai (AD Alto Uruguai) oficializou, no mês de novembro, o acordo de cooperação com o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). Com a parceria, inédita no Rio Grande do Sul, se estabelece um “novo mundo” de possibilidades de investimentos no Alto Uruguai. A efetivação do convênio, a partir de 2018, coloca Erechim e região novamente no mapa dos projetos de desenvolvimento econômico. É totalmente inclusivo. A região não precisa mais mendigar recursos, mas agora fazer projetos. A questão é: vai deixar o “cavalo encilhado” passar?

De acordo com o presidente da AD Alto Uruguai, Eduardo Predebon, a parceria entre BRDE e AD envolve acompanhamento, desenvolvimento e financiamentos de projetos que irão contribuir para o desenvolvimento da região Alto Uruguai.

Segundo Eduardo, o convênio vai identificar linhas de crédito para financiar demandas prioritárias previstas no Plano Estratégico de Desenvolvimento Regional (2015-2030), atualizado em 2014. O plano foi elaborado sob liderança da AD Alto Uruguai, com o apoio da Associação dos Municípios do Alto Uruguai (Amau) e a aprovação das comunidades dos 32 municípios que fazem parte da região.

“No planejamento faltam só duas linhas: quem financia e qual o montante. O BRDE está disposto a ser estas duas linhas que faltam. E a Agência de Desenvolvimento vai fazer este caminho, quem quiser investir vai procurar a agência”, esclarece.

O novo planejamento reforçou o diagnóstico anterior, mas também trouxe uma série de ações concretas. “Tem mais de 80 ações do planejamento elaborado pelo Credenor, definindo prioridades desde educação, segurança, saúde, indústria e agronegócio”, afirma.

A parceria da AD com o BRDE representa a possibilidade do Alto Uruguai  aproximar os investidores locais, regionais de outros estados ou países, que desejam investir na região tendo por base o planejamento estratégico até 2030.

“Isto é, investir nas demandas específicas, já priorizadas pela região. Os investidores têm agora o que mais falta para quem quer investir, um órgão financiador, que é o BRDE”, destaca.

O banco tem uma série de programas específicos dependendo da necessidade do investidor. O BRDE já pré-selecionou algumas áreas e projetos, mas o resultado só será divulgado em janeiro quando haverá capacitação de todo corpo funcional da Agência de Desenvolvimento.

Eduardo observa que a previsão é que no início de fevereiro a AD entre em contato com as lideranças dos principais players da região e investidores. E, que tenham intenção de realizar investimentos nas áreas priorizadas pelo planejamento estratégico regional, e que o BRDE está disposto a financiar. “O BRDE está disposto a financiar todos os projetos até porque são de longo prazo, 15 anos de financiamentos”, acrescenta.

Um aspecto muito importante é a elevada capacidade de investimento da parceria. “O limite é a capacidade de financiamento do BRDE, que para região atende todas as demandas”, explica.

Além disso, o BRDE também funciona como intermediário de outras instituições financeiras do mundo inteiro, dialogando com bancos de fomento e financiamentos. “Para se ter uma ideia há uma linha de crédito no Banco Regional de Desenvolvimento Francês com 40 milhões de euros para serem investidos em projetos de desenvolvimento regional”, acrescenta.

Conforme Eduardo, o foco dos investidores são pessoas jurídicas, com objetivo de ampliação da planta industrial, montagem de uma grande central de esmagamento de soja ou processamento de frutas, laticínio até construção de um shopping center. “A vantagem é que a região terá à disposição muitas possibilidades de financiamentos”, salienta.

No entanto, Eduardo destaca que o empresário tem que acreditar no potencial da região que é enorme, inclusive para o turismo. “Os players têm que ter um pouco mais de paciência, superar o imediatismo. Atrair os investidores, renovar o ânimo de quem está aqui, trocar a linha de produção, reformar a atividade produtiva, abrir unidade adicional, explorar um mercado não explorado. Esta é a função da Agência de Desenvolvimento. E agora ela está alicerçada no potencial financiador do BRDE”, comenta.

O presidente da agência enfatiza que a parceria da AD com BRDE é uma conquista da região Alto Uruguai, fruto do trabalho coletivo de todas as lideranças que compõem a agência. Contudo, ressalta Eduardo, esta conquista não pode ser desperdiçada por desinteresse da região.

“O que não pode acontecer é deixar o cavalo encilhado passar e ir para outra região”, conclui.

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