O período de dezembro a fevereiro é considerado delicado na área da saúde pública em Erechim, especialmente no que se refere aos atendimentos nas Unidades Básicas de Saúde. O fato é que, em razão das férias de muitos profissionais, a carência de médicos na rede é ainda mais evidente.
Nesta fase, alguns profissionais chegam a ser remanejados para outras UBSs, para tentar suprir a demanda nos atendimentos à população.
Conforme o secretário adjunto de Saúde, Jackson Arpini, não há um número suficiente de médicos, desde clínico geral, pediatra e ginecologista na rede, devido à falta desses profissionais para atuar no sistema público. "Erechim tem essas dificuldades que se agravam durante as férias. Já há poucos profissionais e neste período, mesmo seguindo um cronograma, eles têm que cumprir as férias. Por isso, não há como negar que há uma redução de horas/médico. Não há um especialista para cada UBS e por isso é feito o remanejamento de profissionais", explica, citando que a equipe tenta se organizar de modo que nenhuma UBS fique totalmente sem médicos.
Diante das dificuldades, a prefeitura tem o objetivo de contratar mais sete profissionais, sendo dois clínicos gerais (40), além de três pediatras e dois ginecologistas por contrato emergencial. "Contudo, é preciso verificar se conseguimos encontrar esses profissionais disponíveis a atuar no sistema público", relata.
A solicitação para contratação de profissionais deve passar pela apreciação da Câmara municipal de Vereadores.
A diretora das Unidades Básicas de Saúde, Livânia Corso, salienta que os pacientes chegam à UBS e são recebidos pela enfermeira e dependendo da necessidade, é feito o encaminhamento à outra unidade para atendimento. "De qualquer forma, as decisões partem das UBSs as quais os pacientes pertencem", orienta.