A safra de milho na região do Alto Uruguai está em plena colheita. Já são mais de 50% da área cultivada colhida, de acordo com dados divulgados pela Emater, escritório regional, no início desta semana.
De acordo com o Assistente Técnico, Nilton Cipriano Dutra de Souza, a produtividade tem se mostrado muito boa estando na faixa entre 8 e 10 mil quilos por hectare, algo em torno de 130 sacas/ha.
Segundo levantamento da Emater, duas coisas passam a preocupar técnicos e produtores, embora uma boa colheita neste ano. O primeiro é a questão da redução de área que ficou em quase 12 mil hectares a menos em 2018, em relação a 2017. “Esta tem sido uma tendência nos últimos anos, mas isso é preocupante pelo fato de não estar havendo rotatividade de culturas em muitas lavouras e também pelo fato de diminuir a sanidade do solo”, diz Cipriano.
Com menos palha no solo, bastante em função do aumento considerável da área plantada com soja, o Assistente Técnico diz que já se veem erosões e a médio prazo, pode-se ter uma terra mais fraca em nutrientes, além de diminuir o controle de pragas com a rotação de culturas.
Outro ponto preocupante tem sido os custos de produção, hoje na casa entre 90 e 100 sacas por hectare.
Cipriano teme ainda que o caminho do milho na região esteja seguindo o do trigo, que reduziu ao longo das últimas décadas, em muito sua área cultivada. “O milho é uma matéria prima essencial para a cadeia da carne, especialmente de frangos. Hoje nossa produção em nível de Estado já é baixa, chegando a cerca de 50% da demanda”, exemplifica.
Embora quebras sentidas em algumas lavouras da região, esta não deve ser maior que 4% no Alto Uruguai. São 33 mil hectares cultivados na região, ante 45 mil na última safra. Na região, outros 16 mil hectares são produzidos com milho para silagem.