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Saúde

Rigor para proteger vidas

Ministério Público lança campanha que visa reforçar a atenção dos pais quanto à obrigatoriedade da imunização

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Scheila da Silva, de 28 anos, afirma que é fundamental o atenção redobrada com a saúde da pequena Ga
Por Izabel Seehaber jornalismo@jornalbomdia.com.br
Foto Izabel Seehaber


Nos últimos dias, o Ministério Público divulgou uma campanha que visa reforçar a atenção dos pais ou responsáveis, quanto à obrigatoriedade legal de vacinar seus filhos. 

Para o promotor de Justiça de Erechim, João Fábio Munhoz Manzano, o alerta é mais um meio de esclarecer a população sobre a necessidade da vacinação, especialmente, em se tratando de crianças e adolescentes, e, também, de possíveis consequências caso isso não for cumprido. 
"Tanto o poder público quanto as organizações da sociedade civil podem e devem esclarecer a comunidade sobre o dever de vacinar e os benefícios não apenas para determinada criança/adolescente, mas para a coletividade. Além disso, é importante que as pessoas se esclareçam sobre o assunto através dos canais competentes, sobretudo, das autoridades sanitárias e da própria imprensa", reforça. 
Além disso, o Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece o dever de vacinar em seu artigo 14, § 1º, não existindo liberalidade nesse sentido: "É obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias. (Renumerado do parágrafo único pela Lei nº 13.257, de 2016)". 
O promotor esclarece que o controle é feito pelas próprias autoridades sanitárias ou por qualquer pessoa que tenha o conhecimento de que criança/adolescente não tenha sido vacinado, quando há obrigatoriedade de fazê-lo. "Caso haja o alerta ao responsável legal pela criança/adolescente e se mantenha a omissão, o fato deve ser comunicado às autoridades sanitárias, ao Conselho Tutelar e/ou ao Ministério Público", observa.
Caso não houver a vacinação, há previsão de infração administrativa, no artigo 249, do Estatuto da Criança e do Adolescente, pelo descumprimento, de forma dolosa ou culposa do responsável. "Além disso, pode ocorrer a responsabilização decorrente da omissão de vacinar, conforme as consequências concretas para a criança ou adolescente", cita.

Reações
A enfermeira chefe do setor de epidemiologia da Secretaria municipal de Saúde de Erechim, Luciana Grendene, explica que os anticorpos são as células de defesa, contudo, "como são utilizados antígenos atenuados, a ação do medicamento não vai provocar doenças e vai fazer com que o organismo, quando entrar em contato com a doença, reaja e forneça a proteção". 
Segundo a enfermeira, a maioria das vacinas é muito segura e registra poucos eventos adversos. Algumas delas podem causar algum tipo de reação, tais como a dor localizada, vermelhidão ou febre. "Geralmente as crianças estão mais suscetíveis a apresentar sintomas. No caso dos adultos, podem ocorrer situações em que as pessoas são alérgicas e diante disso, se manifesta algum efeito indesejado", comenta, citando que atualmente há muitos mitos em relação à importância da vacina. No entanto, ela afirma que elas são seguras, considerando que a qualidade dos materiais melhorou muito e os objetos são descartados para evitar riscos. 
A enfermeira reforça ainda, que a vacina da gripe protege contra três vírus, então, como há subtipos, há riscos de as pessoas se infectarem. Outra situação é se o cidadão está com o vírus incubado no dia da vacina. "Desse modo também é possível gripar", pontua. 

Carinho e cuidado
A dona de casa Amanda Menger, de 19 anos, reconhece a importância do cuidado intensificado com o pequeno Pyetro, de pouco mais de dois meses. "É importante pois eles podem ficar doentes e não sabemos o que é. Assim estão protegidos e não nos preocupamos com outros remédios. Também devemos aproveitar que o governo fornece as vacinas", destaca. 
Do mesmo modo, a agricultora Scheila da Silva, de 28 anos, afirma que é fundamental o atenção redobrada com a saúde da pequena Gabrieli, de 1 ano e sete meses. "Devemos manter atualizada a caderneta para prevenir os diferentes tipos de doenças. Sobre a campanha do MP, é legal para ajudar no controle da vacinação". 

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