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Saúde

Amamentar como símbolo de proteção

Campanha reforça a importância do leite materno para o desenvolvimento das crianças

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Liliane Miecoanski aproveita com os pequenos Maxuel e Michael os benefícios da amamentação
Por Izabel Seehaber jornalismo@jornalbomdia.com.br
Foto Izabel Seehaber

A primeira semana de agosto reforça a importância do leite materno. Hoje (1º), é o Dia mundial da amamentação. O tema deste ano é “Amamentar é a base de tudo”.

Conforme a técnica em enfermagem e doula, Marilei dos Santos Joroscznski, se pensarmos, podemos fazer uma analogia com uma casa: se não começar com uma base forte, pode ter problemas na estrutura. A amamentação é a mesma coisa, sendo que também pode auxiliar na proteção da saúde dos bebês até a fase adulta.

O hospital Santa Terezinha é considerado “Amigo da Criança” e intensifica o cuidado e as orientações em relação à importância do leite materno. “Contamos com uma equipe mobilizada e preparada para atender principalmente às mamães”, salienta.

Para chamar ainda mais a atenção, durante este mês, a maternidade e outros espaços do hospital estarão enfeitados com a dor dourada, simbolizando que o ato de amamentar “vale ouro”.  “A responsabilidade é de todos e vai muito além dos profissionais, das mães, mas de toda a sociedade em se preocupar com a causa”, enfatiza a técnica.

De acordo com a doula, a amamentação é um gesto de escolha e também deve-se considerar que nem todas podem amamentar. “Apoiamos, encorajamos, mas há mulheres que optam por não amamentar. Ao mesmo tempo, algumas não podem, mas continuam expressando o amor, tanto quanto as que amamentam. É importante, é um vínculo, mas não determina a quantidade do sentimento”, reforça.

A agricultora Liliane Miecoanski, veio de Barra do Rio Azul para dar à luz aos pequenos Maxuel e Michael, que hoje completam 23 dias. Eles nasceram prematuros e agora já estão mais fortes e aproveitando os benefícios da amamentação. “É algo muito bom, uma sensação incrível, de vínculo entre mãe e um filho. “Ao mesmo tempo é preciso ter persistência e não desistir nas dificuldades. Quando eles sugam os seios, é uma felicidade indescritível”, destaca a mamãe que afirmou ter os mesmos cuidados que na primeira gestação, em que nasceu a Maria Eugênia. “Também conto com o apoio e cuidado do esposo Volnei Piccoli”, completou.

Sobre a campanha

O Ministério da Saúde do Brasil lançou a nova campanha de incentivo à amamentação. O evento, feito em alusão à Semana Mundial da Amamentação (1° a 7 de agosto), reforça a importância do leite materno para o desenvolvimento das crianças até dois anos e de forma exclusiva até os seis meses de vida, conforme preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Durante a cerimônia de lançamento, o representante da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) no Brasil, Joaquín Molina, ressaltou que o leite materno funciona como a primeira vacina de um bebê, porque o protege de doenças potencialmente mortais e dá a ele todo o alimento que precisa para sobreviver e prosperar. “O leite materno é um recurso natural capaz de preservar e melhorar a saúde, combater a pobreza e as desigualdades, melhorar a produtividade no trabalho, empoderar as mulheres e proteger a biodiversidade. Porém, mesmo com todos esses benefícios nós ainda estamos longe de ter um ambiente ideal para a amamentação”, afirmou Molina.

Na região das Américas, por exemplo, pouco mais da metade (54%) das crianças começam a ser amamentadas na primeira hora de vida. Apenas 38% são alimentadas exclusivamente com o leite da mãe até os meses de idade. E somente 32% continuam sendo amamentadas até os dois anos.

Recomendações

A OPAS/OMS recomenda que os bebês sejam alimentados exclusivamente pelo leite da mãe até os seis meses e que a amamentação continue acontecendo, junto com outros alimentos, por até dois anos ou mais.

O aumento do aleitamento materno para níveis quase universais poderia salvar a vida de mais de 820 mil crianças com menos de cinco anos de idade e 20 mil mulheres a cada ano.

Além disso, aumentar as taxas de aleitamento materno reduziria significativamente os custos das famílias e dos governos no tratamento de enfermidades infantis como pneumonia, diarreia e asma.

Dez passos

Em abril de 2018, a OMS e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) publicaram novas orientações, com dez passos para aumentar o apoio ao aleitamento materno nas unidades de saúde que prestam serviços de maternidade e para recém-nascidos.

 

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