21°C
Erechim,RS
Previsão completa
0°C
Erechim,RS
Previsão completa

Publicidade

Economia

Inadimplência impacta no poder de compra

Lojistas tem baixado percentual que famílias podem gastar com dívidas em novas compras

teste
Intenção do comércio é diminuir impacto com dívidas
Por Edson Castro
Foto Edson Castro

O mês de julho trouxe uma pequena redução no total de consumidores inadimplentes na Região Sul do país, mesmo assim, passando de 8,19 milhões para 8,16 milhões de pessoas com alguma restrição no CPF. Isso corresponde a 35,99% da população adulta do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, de acordo com estudo realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

E este movimento devedor impacta também no poder de compra das famílias. Paulo Cesar Taglieber, da loja Becker, destaca uma situação que tem sido cada vez mais comum no varejo local e estadual.

De acordo com ele, após estes índices ampliados de devedores, as lojas tem diminuído de 30% até 10% o comprometimento de renda das famílias na hora de fazer as compras. Ruim para o consumidor, ruim para os lojistas também, mas é uma maneira de tentar estancar os problemas, explica o gerente.

Paulo ressalta ainda que várias ações são realizadas para fazer com que o consumidor devedor, possa voltar a ter seu nome “limpo”. “Procuramos orientar, tentamos reparcelar, negociar ao máximo para que a divida seja quitada”, pondera.

De acordo com o gerente, os motivos por atrasos de pagamentos são os mais cariados e incluem desde o desemprego, até problemas de saúde ou sub-emprego.

Dados

Na comparação entre julho de 2018 e o mesmo mês de 2017, foi registrada elevação de 2,64% no número de pessoas físicas com CPF restrito para fazer compras a prazo ou contratar crédito. A variação mensal, isto é, entre julho e junho deste ano, apresentou recuo de 0,34%, demonstrando que alguns consumidores conseguiram quitar suas pendências.

Na avaliação da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul – FCDL-RS, a atual situação econômica do país representa um grande desafio para as famílias brasileiras. Ao não conseguirem equilibrar seus orçamentos, muitas pessoas acumulam contas em atraso e acabam por ingressar no cadastro de devedores.

“Nós vemos, mês a mês, um grande esforço dos consumidores em buscar a quitação de seus débitos. São pessoas que querem regularizar seus CPFs mas enfrentam um quadro desfavorável na economia do país, que ainda não voltou a crescer no ritmo que todos nós gostaríamos. O desemprego e a renda reduzida dos brasileiros contribuem para esse ritmo da inadimplência”, ressalta o presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch.

Ele reitera que os consumidores inadimplentes devem priorizar o pagamento das dívidas que possuem juros mais elevados, pois estas acabam crescendo de forma gigantesca em caso de não quitação do débito. Além disso, a falta de pagamento não permite a realização de compras a prazos e a contratação de crédito.

 No que diz respeito ao volume de dívidas em nome de pessoas físicas, a Região Sul apresenta queda de 2,90% na comparação entre julho de 2018 e o mesmo mês do ano passado. O número de débitos mostra recuo ininterrupto na região desde agosto de 2016. A média no RS, SC e PR é de 2,1 dívidas em aberto por pessoa inadimplente.

 O levantamento do SPC Brasil e CNDL mostra que no país o total de consumidores inadimplentes ao final de julho foi de 63,4 milhões de pessoas, cerca de 41,1% da população com idade acima dos 18 anos.

Maior confiança

De outro lado, o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec) subiu 3,1% em agosto em relação a julho e alcançou 104,7 pontos, o maior nível desde maio de 2016, quando o Brasil ainda enfrentava a recessão. Este é o segundo aumento consecutivo do indicador, ambos acima de 3%, revertendo totalmente a queda observada em junho, destaca a Confederação Nacional da Indústria (CNI), responsável pela elaboração do estudo, divulgado nesta quarta-feira, 29.

"A melhora da confiança é expressiva", avalia o gerente executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, que atribui o resultado à proximidade das eleições. "Os consumidores, que são os eleitores, esperam que o governo eleito melhore a situação da economia, o que terá um impacto positivo na vida das pessoas. Por isso, os brasileiros estão mais otimistas", avalia Castelo Branco.

O levantamento mostra que os brasileiros estão mais otimistas com o desempenho da inflação, do emprego, da renda pessoal e da situação financeira nos próximos seis meses. No entanto, mantêm cautela quanto às compras de maior valor.

O indicador de expectativas sobre a inflação aumentou 3,2%, o de desemprego subiu 3,1% e o de renda pessoal cresceu 5,6% em relação a julho. O índice de expectativa em relação à situação financeira aumentou 6,4% e o de endividamento cresceu 2,8% frente ao mês passado. Quanto maior o índice, maior é o número de pessoas que esperam queda na inflação e no desemprego, aumento da renda pessoal, melhora da situação financeira e menor endividamento nos próximos seis meses. (Com informações do Estadão Conteúdo e Asscom FCDL-RS).

Leia também

Publicidade

Blog dos Colunistas

;