Um projeto econômico, social e ambiental, que objetiva trazer mais competitividade e tornar referência setor têxtil da região. Essa é a proposta do Centro Tecnológico APL Polovest, já implantado e em funcionamento, fruto de uma parceria do Sindivest Alto Uruguai Gaúcho com o governo do Estado e a prefeitura de Erechim, entre outras instituições. Segundo o presidente do Sindivest, Evaldo Anziliero, o centro tem três pilares básicos e se estrutura a partir da parte econômica, social e ambiental.
Na parte econômica, explica Evaldo, o Centro Tecnológico disponibiliza uma máquina de corte, um dos grandes gargalos das confecções, já que é muito difícil encontrar mão de obra qualificada para esse trabalho. A máquina dá qualidade ao corte, sendo muito mais precisa que o trabalho manual. “Isso dá mais competitividade para as empresas no mercado. Essa é uma das máquinas mais modernas e está disponível para a região”, destaca.
Segundo Evaldo, na questão ambiental, o projeto prioriza o destino correto dos resíduos que sobram da confecção, sendo que isso tem um custo elevado para os empresários do setor. Antes do descarte final, parte desse material é selecionado e vai para o Banco do Vestuário, ali será aproveitado em treinamento, qualificação e formação de novos profissionais e confecções. “O que não puder ser aproveitado é feito uma seleção tanto para venda como destino correto para reciclagem”, afirma.
Por fim, o viés social, comenta Evaldo, “que entendo ser a menina dos olhos do projeto”, foi aquisição de 28 máquinas de costura para, treinamento, qualificação permanente dos profissionais do setor e das confecções das empresas. “Ensino de uma nova profissão para as pessoas da cidade, como também agregar valor e gerar renda na nossa sociedade. As pessoas vão poder ter acesso a treinamento de corte e costura, patchwork, qualificação de mão de obra para valorizar nossas empresas, mas também aprender uma nova profissão e agregar uma renda a mais nas famílias”, afirma.
Centro Tecnológico APL Polovest engloba as indústrias de confecção da região, explica Evaldo, mas também tem interesse em atrair empresas que trabalham com a parte de moveis, cadeiras, tudo ligado à linha têxtil. Ele comenta que o centro já está trabalhando com agendamento semanal dos horários para uso da máquina, disponível aos associados do Sindivest e empresas interessadas da região.
Centro Tecnológico, observa Evaldo, é uma das iniciativas do Sindivest, que desde 2005 vem fazendo vários eventos para tornar mais competitivo o setor têxtil n região. “Nosso objetivo como instituição é tornar a nossa região referência no vestuário no Estado e no país”, enfatiza.