Depois de um mês praticamente estagnada, a geração de empregos voltou a crescer em Erechim, porém, ainda segue tímida. No mês de setembro o município registrou saldo de 49 postos de trabalho, resultado de 1.125 contratações e 1.076 demissões. Os dados foram divulgados nesta semana pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), elaborado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
O setor com melhor desempenho no município foi o de serviços, que fechou o mês com saldo de 77 vagas de emprego. Ao longo do mês foram 340 admissões ante 263 desligamentos. Os resultados acompanham o cenário registrado no país, visto que o setor também foi o principal destaque e é citado no sumário executivo do Ministério do Trabalho como um setor em expansão. No âmbito local, o negócio da empresária Lisiane Cristina de Abreu é um exemplo do crescimento do setor.
Dona de um salão de beleza, ela recentemente expandiu seu negócio abrindo mais um estabelecimento e, consequentemente, precisou contratar. Ela e sua família atuam neste ramo há quase 30 anos e o crescimento da demanda foi um dos fatores que motivou a expansão. “Mesmo nos dias atuais e em meio à crise, nossa demanda cresceu e nos obrigou a ampliar nosso espaço. Consequentemente também aumentamos nosso quadro de colaboradores, pois hoje em dia as pessoas esperam não somente serviços de qualidade, mas também agilidade, praticidade e horários diferenciados. Isso exige mais recursos humanos para que seja possível uma rotatividade”, explica Lisiane, que tem 17 colaboradores, entre eles alguns que estão tendo a primeira oportunidade de emprego.
Além de salões de beleza, o setor engloba atividades como comércio e administração de imóveis, valores mobiliários e serviço técnico; serviços de alojamento, alimentação, reparação, manutenção e redação, além de serviços médicos, odontológicos e veterinários bem como transportes e comunicações; ensino e instituições de crédito, seguros e capitalização, entre outros, como salões de beleza.
Outros setores
A indústria de transformação também registrou saldo positivo de 15 vagas, resultado de 332 contratações e 317 demissões. Na sequência os setores de comércio e extrativa mineral fecharam setembro com saldo de dois postos de trabalho. Ambos juntos contabilizaram 287 contratações e 285 desligamentos. Por outro lado, outros três setores avaliados pelo Caged registraram saldos negativos durante o último mês. É o caso da construção civil que registrou 197 desligamentos e 161 contratações, encerrando setembro com -36 postos de trabalho.
O setor de serviços industriais de utilidade pública e de agropecuária juntos fecharam o mês com saldo negativo de nove vagas de emprego, resultado de cinco contratações e 14 desligamentos. O setor de administração pública não registrou movimentação em setembro.
|
Setores |
Admissões |
Desligamentos |
Saldo |
|
Extrativa Mineral |
1 |
0 |
1 |
|
Indústria De Transformação |
332 |
317 |
15 |
|
Serv Indust de Util. Pública |
1 |
3 |
-2 |
|
Construção Civil |
161 |
197 |
-36 |
|
Comércio |
286 |
285 |
1 |
|
|
|
|
|
|
Serviços |
340 |
263 |
77 |
|
Administração Pública |
0 |
0 |
0 |
|
Agropecuária |
4 |
11 |
-7 |
|
Total |
1.125 |
1.076 |
49 |
Acumulado do ano mostra recuperação para o período
Quando analisados os dados dos primeiros nove meses do ano, Erechim contabiliza saldo positivo de 1.273 vagas. Este é o melhor resultado para o período em cinco anos. Em relação a 2017, o crescimento chega a 74,8%, visto que até setembro do ano passado o município contabilizava saldo de 728 postos de trabalho (545 postos de trabalho a menos do que em 2018).
Quando analisados os anos anteriores, a diferença é ainda mais perceptível. Os dados do Caged de setembro de 2016 apontavam saldo negativo de 1792 vagas de trabalho formal no acumulado do ano. Em 2015 este mesmo período somava -863 postos de trabalho e em 2014 os primeiros nove meses do ano encerraram com - 181 vagas de emprego formal. A sequência de saldos negativos se deu após 2013, quando os primeiros nove meses do ano encerraram com saldo positivo de 1952 postos de trabalho.
|
Vagas de emprego - saldo acumulado nos nove primeiros meses do ano |
|
|
Período |
Saldo |
|
Janeiro a setembro de 2013 |
1952 |
|
Janeiro a setembro de 2014 |
-181 |
|
Janeiro a setembro de 2015 |
-863 |
|
Janeiro a setembro de 2016 |
-1792 |
|
Janeiro a setembro de 2017 |
728 |
|
Janeiro a setembro de 2018 |
1273 |
Geração de emprego no país
Segundo o Caged, em todo o Brasil houve a criação de 137,3 mil postos de trabalho. Este foi o melhor resultado para o mês em cinco anos. Na comparação com agosto, houve aumento de 0,36% na criação de postos de trabalho com carteira assinada. No acumulado do ano, o País gerou mais de 719 mil vagas, número 1,9% maior que o de igual período de 2017.
A geração de empregos ocorreu em sete de oito setores econômicos: serviços (60.961 postos), indústria de transformação (37.449), comércio (26.685), construção civil (12.481), serviços industriais de utilidade pública (1.091), administração pública (954) e extrativa mineral (403). A agropecuária registrou a perda de 2,6 mil vagas.