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Semana do Técnico: conhecimento para abrir horizontes

Evento do Colégio Agrícola realiza palestras e dias de campo e trouxe ex-alunos para compartilhar experiências e colaborar com a formação dos futuros profissionais

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Depoimento de ex-alunos mostrou aos futuros técnicos que há várias opções de trabalho
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Ígor Dalla Rosa Müller

A 3ª Semana do Técnico do Colégio Agrícola Estadual Ângelo Emílio Grando de Erechim se encerra no dia de hoje (8). A programação iniciou no dia cinco e teve palestras e dias de campo para os alunos. Na manhã de ontem houve uma mesa redonda com ex-alunos que atualmente atuam em diferentes áreas e setores do mercado.

Segundo o diretor da escola, Delomar Ceron, o evento foi realizado nessa semana porque no dia 5 de novembro é o Dia Nacional do Técnico Agrícola. “Fizemos uma programação diferente, com dias de campo e trazendo ex-alunos para compartilhar suas experiências e colaborar com a formação dos futuros técnicos”, observa.

Delomar ressalta que o objetivo da semana é mostrar para os futuros técnicos que há várias opções de trabalho. “Existem muitas possibilidades na vida deles, mas eles precisam aproveitar os três anos de formação e o estágio de mais meio ano nas empresas”, observa.  

O prefeito de Campinas do Sul, Neri Montepó, participou da mesa redonda na manhã de ontem e compartilho com os alunos as suas experiências de vida e profissionais. Neri estudou no Cólegio Agrícola entre os anos de 1978 e 1980 e fez estagio no colégio na área de pecuária. Em maio de 1981 passou no concurso da Emater onde atua há 36 anos, chegando ser gerente adjunto regional. Nesse período também concorreu a prefeito, cargo que exerce pela terceira vez. 

O prefeito destaca que, hoje, o técnico agrícola tem um campo muito aberto, principalmente quando atua na área de extensão ou assistência técnica. “Desta forma, tem a oportunidade de crescer e conversar com muita gente e não ficar bitolado. Isso faz com que ele cresça na vida e abra muitas portas no futuro”, comenta.  

O ex-aluno Fabio Somensi foi outro participante da mesa redonda e, atualmente, trabalha na empresa Olfar de Erechim. “Tive a felicidade de estudar no Colégio Agrícola entre os anos de 1997 e 1999 e agradeço essa oportunidade”, observa.

Fabio comenta que incentivou muito seu filho a também estudar no mesmo colégio, e hoje ele está no segundo ano. “Incentivei muito que viesse estudar aqui pelo reconhecimento da instituição e por saber como ela é conduzida. E também pela formação do técnico agrícola, que é a formação do colégio, ser profissionalizante e ele sair daqui com uma profissão para ingressar no mercado de trabalho”, explica.

“A minha formação como técnico agropecuário fez a diferença. Hoje, tudo que consegui na vida foi pela minha formação, ela deu abertura para seguir na carreira e também foi um ensinamento para a vida”, salienta.

A coordenadora Pedagógica, Roseli Fátima Vaes Arnold, diz que a terceira Semana do Técnico está sendo muito importante para os alunos pelo repasse de conhecimento. Ela destaca ainda que a cada ano os alunos estão com mais comprometidos com as atividades. “Vejo que estamos no caminho certo enquanto instituição, todos os professores da escola estão se empenhando e fazendo com que o nosso aluno seja um profissional de qualidade”, enfatiza.   

Segundo o professor de olericultura e fruticultura, Valdecir Francisco Balestrin, a Semana do Técnico teve várias programações com dias de campo e palestras. “O objetivo é preparar o aluno para atuar em campo e  mostrar a eles aonde estão atuando nossos técnicos”, comenta.

Dia de campo

O dia de campo, na manhã de ontem, foi abordado a importância da pastagem para a produção de leite. Segundo o professor Alencar José Perondi, os alunos apresentaram as características das pastagens envolvendo gramíneas anuais de inverno, gramíneas anuais de verão, leguminosas anuais de inverno e leguminosas anuais de verão. “Todas essas variedades são voltadas para produção de leite, e os alunos estão ressaltando todas as características das plantas”, observa.  

Alencar destaca que o pasto é fundamental para produção leiteira, “é a base alimentar de tudo, mesmo tendo os animais fechados, estabulados”. Ele ressalta que a região Alto Uruguai permite a utilização de vários tipos de pastos ao longo do ano.

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