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Rural

“A erva-mate tem um futuro promissor”

Essa é a afirmação do presidente do Instituto Brasileiro da Erva-Mate (Ibramate) Alberto Tomelero em visita a Frinape 2018

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O setor está num processo de profissionalização
Alberto comenta que está faltando matéria-prima de qualidade como a erva nativa
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto TV Bom Dia

O presidente do Instituto Brasileiro da Erva-Mate (Ibramate) Alberto Tomelero esteve na Frinape 2018 e na companhia de Roberto Ferron visitou o Grupo Bom Dia de comunicação. Na ocasião, concedeu uma entrevista e falou sobre o mercado da erva-mate e o trabalho do instituto.  

Segundo Alberto, o Ibramate é uma instituição nova que nasceu em 2013 e veio para congregar toda a cadeia produtiva da erva-mate. “No instituto se trabalha desde pesquisa até divulgação do produto no mercado”, afirma.

Ele comenta que a região é uma grande produtora de erva-mate, mas que no passado já produziu mais do que hoje. No entanto, ainda tem grandes empresas com elevada produção distribuindo o produto para todo o Brasil.

O presidente do Ibramate destaca que o setor ervateiro está em franco crescimento com uma motivação maior dos produtores porque tem melhorado o preço nos últimos anos. “Além de presidente sou produtor, industrializo erva-mate há 30 anos e em todo esse período foi o primeiro ano que em plena safra faltou matéria-prima de qualidade e aumentou o preço”, observa.

Conforme Alberto, de modo geral, está faltando matéria-prima de qualidade como a erva nativa. “O caminho é produzir matéria-prima de qualidade, é isso que a indústria precisa”, enfatiza.

O setor está num processo de profissionalização com aumento da produção, direcionando o cultivo para áreas mais sombreadas onde se colhe uma erva-mate melhor. “Os ervais antigos de baixa produção em área de terreno plano, terra vermelha, mecanizada, estão sendo eliminados. Às vezes a gente recomenda aos produtores que não é viável manter economicamente esses ervais, tem que plantar novos, começando com mudas boas, dentro da orientação técnica da Emater, que tem prestado um grande serviço”, comenta.

 A atividade de produção de erva-mate é mais recomendada para a agricultura familiar, sendo uma alternativa de renda. No entanto, que seja mais uma atividade entre outras.

“O maior desafio da erva-mate é manter o pequeno produtor na atividade. O mercado se regula por si próprio e os preços giram em torno da oferta e da procura. O grande desafio do Ibramate, e de toda a cadeia produtiva da erva-mate é buscar mais consumidores não só no Brasil como em todo mundo. O mercado é muito promissor”, ressalta.

Alberto explica que o chimarrão é uma tradição, uma cultura do povo gaúcho, que tem levado isso para o Brasil. “Tomamos chimarrão no passado, vamos tomar hoje e continuar nos próximos anos. A erva-mate tem um futuro promissor”, conclui.

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