A retomada do Festival de Teatro Amador foi encarada como um desafio ao fomento das artes cênicas em Erechim. Para a secretária de Educação, Cultura, Esporte e Turismo de Erechim, Vanir Clara Bernardi Bombardelli, o evento superou as expectativas.
Em entrevista ao Jornal Bom Dia, Vanir explicou que a ideia surgiu do anseio da população e principalmente dos artistas locais em retomar a trajetória construída por Erechim como capital do teatro amador.
A última edição do festival foi em 1998. Após 10 anos de sua realização, a secretária comentou que o pedido dos erechinenses foi absorvido com determinado receio "afinal, se tratava da volta de um trabalho com uma magnitude imensurável", pontuou Vanir.
Para a assessora do Departamento de Cultura Tainete Farina e o diretor de Turismo, Neidmar Charão Alves, o evento buscou resgatar um dos mais importantes eventos culturais no campo das artes cênicas do Estado do Rio Grande do Sul.
O Festival
Para realizar o evento, o poder público se engajou desde o primeiro semestre de 2018, criando projetos de leis para desenvolver as etapas regional e estadual.
Em Erechim, a fase regional aconteceu em agosto com noves peças teatrais e teve como vencedores o grupo teatral 19 de Março de Paim Filho e o Selenita, de Maximiliano de Almeida.
A fase estadual encerrou no último sábado (15) e foi sediada Centro Cultural 25 de Julho, com 12 espetáculos entre peças para os públicos infantil e adulto.
União de forças
Para a secretária, a realização do festival só ocorreu por meio de parcerias, agregando diversas instituições, entre elas com o Instituto Estadual de Artes Cênicas (IEACEN/RS).
Vanir enfatizou ainda, que os artistas de outras cidades ficaram encantados com a estrutura de Erechim, com o apoio do poder público e o envolvimento de outras entidades.
Do mesmo modo, o diretor de Cultura, Fernando Losado, explicou que essas parcerias garantiram uma estrutura de modelo mais arrojada e profissional ao festival.
Fortalecendo o conhecimento
Uma das marcas do festival foi a articulação entre a educação e a cultura. Para Vanir, o festival fomentou a inserção de escolas por meio de trabalhados desenvolvidos com professores e estudantes.
"Não tem como desenvolver a educação e a cultura de forma separadas e o teatro possibilita isso, além de proporcionar um diálogo com as mais diversas modalidades de artes, por exemplo a dança e a música. O festival mostra a integração entre várias formas de conhecimentos e no futuro esse será o maior diferencial do ser humano, mas não pode ser desenvolvido sem a cultura", concluiu a secretária.