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Economia

Vinda da Havan divide opinião de comerciantes

O que pensam os lojistas erechinenses sobre a possível instalação da Havan no município? Quais serão os efeitos depois que uma das maiores redes de comércio do Brasil abrir as suas portas aqui? O Jornal Bom Dia foi às ruas para conversar com os profissionais que trabalham no comércio local e ver como avaliam essa situação. O resultado: diferentes visões sobre o assunto

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Cristiano
Marcia
Cladimar
Silvana
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Ígor Dalla Rosa Müller

O que pensam os lojistas erechinenses sobre a possível instalação da Havan no município? Quais serão os efeitos depois que uma das maiores redes de comércio do Brasil abrir as suas portas aqui? O Jornal Bom Dia foi às ruas para conversar com os profissionais que trabalham no comércio local e ver como avaliam essa situação. O resultado: diferentes visões sobre o assunto.

Segundo o gerente de uma loja de bazar no centro de Erechim, Cristiano Dorneles, a instalação da empresa vai ter impacto nas lojas locais. “Nos dois, três primeiros meses vai ter impacto, todo mundo vai para lá. A Havan é uma potência tem marca e novidades, um loja completa, magazine, então, vai ter reflexos na economia, pode tanto ajudar como não”, afirma.  

Cristiano comenta que no começo vai tirar um pouco de clientes, porque é uma loja unificada que oferece desde ferramentas até roupas, onde o cliente entra e encontra tudo no mesmo local.

Conforme Cristiano, para as duas lojas que empregam 19 funcionários vai ser uma concorrência forte. “No entanto, temos clientes fidelizados, já que trabalhamos há mais de 14 anos”, comenta. Ele acrescenta que a cada ano que passa as vendas caem. “Consideravelmente”, diz. 

A gerente, Marcia Herlen Sfredo Dias, de uma loja de vestuário no centro de Erechim, afirma que a vinda da empresa não vai ser concorrência maior com a loja em que ela trabalha. “Pra nós acho que não, porque temos marca e preço bom, bem mais baixo que na Havan”, afirma. A recente instalação em Passo Fundo, onde a empresa tem outra loja, não gerou um efeito negativo nas vendas. “A gente já monitora essa situação”, diz.

De acordo com a gerente da loja de confecções, brinquedos, utilidades, Cladimar Baruffi, vai ter reflexos por um tempo nas lojas locais. “Porque as pessoas são curiosas e vão querer conhecer as novas lojas, ver os produtos. “Mais no começo, depois acho que vai normalizar”, comenta.

Ela acredita que não vai chegar ao ponto de tirar empregos e as empresas vão continuar com os seus clientes e vendas. “Cada um vai ter o seu espaço, cada empresa tem a sua diferença de produtos, valores, atendimento. Acredito que não vai interferir permanentemente, mais no começo, depois volta ao normal”, explica.  

Para a gerente da loja de tecidos, armarinhos, cama, mesa e banho, Silvana Caldart Zayons, a vinda da Havan vai ter impacto no comércio local. “Porque estamos enfrentando uma crise, com diminuição nas vendas, e com isso, a concorrência vai prejudicar as lojas locais”, observa. E, acrescenta, a instalação da rede vai gerar diminuição nas vendas do município.

A gerente, que trabalha numa loja que atende há mais de 65 anos e tem nove funcionários, afirma que a Havan vai oferecer um preço melhor ao consumidor, porque compra as mercadorias em maior quantidade. “E isso vai acabar tirando clientes das lojas locais. Não é porque eu não quero o crescimento de Erechim, mas acho que deveriam valorizar as empresas, daqui. A Havan vai empregar, mas levar o dinheiro para fora, enquanto que o dinheiro das empresas locais fica aqui”, analisa.    

O comerciante, Tiago Moretto, afirma que a Havan será um concorrente de “peso” para todas as lojas de Erechim, já que está entre as cinco maiores redes de comércio do Brasil, e é uma loja diferente, ampla, moderna e com estacionamento. “Tem poder de compra que nenhuma loja de Erechim tem. A empresa atinge todos os públicos”, diz.

Tiago conta que conversando com lojistas de Passo Fundo eles relataram que o impacto maior se deu nos três primeiros meses. Ele acrescenta que a estratégia será tentar tirar proveito da vinda Havan, porque haverá um fluxo maior de pessoas da região na cidade. “Esse é o ponto positivo, aí trabalhar melhor as ofertas. Seremos, ainda mais, referência no comércio regional”, comenta.

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