As matérias da Havan feitas pelos jornalistas do Jornal Bom Dia, depois de publicadas nas redes sociais, alcançaram mais de 120 mil pessoas, geraram mais de 20 mil envolvimentos e centenas de comentários nas redes sociais. Nesta matéria, selecionamos comentários nas redes sociais sob diferentes pontos de vista. O que os consumidores pensam sobre a vinda da empresa ao município? Quais são as sugestões e críticas. O objetivo é buscar uma análise mais próxima possível da realidade, da necessidade das pessoas. O que é preciso fazer para Erechim e região voltar a crescer sob o ponto de vista de uma peça chave em todo o processo: o consumidor. Resultado: melhor atendimento e bons preços.
O que dizem os consumidores
Segundo Israel Bresola, vai ser bom ter concorrência, vai fazer os preços baixarem. “Quem ganha é o consumidor”, diz. Dirce Gandini achou ótima a vinda da Havan. “Tomara que venha mesmo”, diz.
“Chegou a hora de inovar e evoluir para acompanhar as grandes marcas e cidades maiores”, afirma Fabio Canfil.
A Mauri Helen Kasulke também está achando ótima a instalação da empresa em Erechim. “Assim, diminui um pouco o monopólio. As coisas em Erechim são muito caras comparadas com cidades próximas. Lucro é uma coisa, exploração é outra”, comenta.
“Pro consumidor é ótimo”, afirma Carlos Adam. E, acrescenta, “esse é o ponto, adequação, a livre concorrência faz isso, precisam evoluir e encontrar fornecedores melhores, abaixar a margem. Todos têm espaço, só precisam se adequar a concorrência”.
Segundo Marcelo Rosset, o comércio, em geral, vai aprender uma bela lição com a vinda da Havan. “Esperamos que a administração municipal mude as políticas de incentivo (essas que estão espantando as empresas de Erechim) e não faça essa grande rede se arrepender de investir por aqui”, afirma.
De acordo com Gabriel Fassina, qualquer um que esteja disposto a empreender e fornecer um bom serviço deve ser bem-recebido.
Segundo Antonio Luiz Dal Prá, “é muito bom saber que empresários estão confiantes no país e, especialmente, em Erechim!”
Os desempregados de Erechim, diz Lurdes Souza, com certeza recebem de braços abertos a Havan. “Bem-vinda”.
Para Mateus Lisa a vinda da Havan vai trazer mais empregos e movimentação para cidade. “Agora sim Erechim está entrando no caminho das grandes cidades. Para ficar melhor só falta um legítimo shopping”, afirma.
O comerciante, André Teixeira, que atua em Erechim há 25 anos, esclarece a diferença entre o grande e o pequeno comércio. “Os grandes comerciantes, ontem compravam da nossa indústria, hoje compram direto da China. As poucas empresas que ainda fornecem, estão reféns da sua política de compra. Elas mantém as portas abertas até que vale a pena. Quando quebram deixam milhares de fornecedores, colaboradores, governo e clientes sem receber. A empresa quebra e o patrimônio pessoal dos donos está muito bem guardado, normalmente fora do país”, observa.
Já os pequenos comerciantes, explica André, compram da indústria nacional, não tem poder de compra para explorar o fornecedor. “Mantém as portas abertas até nas maiores crises. Quando quebram, geralmente perdem todo seu patrimônio pessoal. Nunca são responsáveis pela falência dos seus fornecedores. As pequenas empresas são as maiores geradoras de empregos”, afirma.
Segundo Francisco Paris, poucas lojas oferecem um bom atendimento ao cliente em Erechim. “Tem que ter concorrência mesmo”, diz.
Conforme Gian Canário, Erechim ganha com a nova loja da Havan e gerando 150 novos empregos. Para ele é importante ter o mercado da livre concorrência e Erechim atrair investidores. “Quantas pessoas estão há um bom tempo buscando oportunidades e não conseguem. Não sejamos egoístas, a nossa cidade precisa prosperar, crescer e avançar em todas as áreas”, observa.
Andrigo Mileski afirma que a Havan é bem-vinda e Erechim vai voltar a ser referência comercial para a região. “Desta forma, mais pessoas de fora virão para cá e todo comércio pode se beneficiar, mas cada um tem que buscar algum diferencial para capturar uma parte deste público”, diz.
A Sueli Portigliotti diz que não compra em Erechim pelo mau atendimento e falta de preparo dos atendentes. “Tomara que venha Havan”, afirma.
“Devemos agradecer a vinda desta inovadora, dinâmica, descolada, valorizadora do elemento humano, coisas que se vê muito pouco aqui na ‘colônia’ de Erechim. Aproveitemos a oportunidade para aprender e empreender com mais qualidade humana e dinâmica. Imaginem o aprendizado dos 150 contratos e seus reflexos positivos”, afirma Lucival Antônio Schenkel.
Zin Marieli afirma que Erechim, com mais de 100 mil habitantes, estacionou no tempo por mentes fechadas, e esse é um dos motivos que grandes empresas não conseguiram se firmar aqui. “Outra coisa, há muitas lojas com um atendimento péssimo, em que os atendentes primeiro olham o jeito que você está vestido, discriminando se você entra numa loja de bermuda e chinelo. Isso não define se você tem dinheiro ou não para comprar”, observa.
Segundo Rosimeri Rodrigues, “muitas vezes você vai nas lojas e as pessoas te tratam como estar em um velório, sem um sorriso no rosto e a empatia com o cliente”.
Iara Iletski afirma que vale lembrar a diferença de idade entre Erechim e Chapeco e olhar a diferença no desenvolvimento. “Muitos conservadores, se negam ao desenvolvimento”, diz.
“O povo não entende que Erechim está parada no tempo, precisa se desenvolver. Quem não está gostando é só não ir lá levar currículo para trabalhar. Quando surgem novas oportunidades na cidade, novas novidades o povo em vez de ficar feliz, só põe defeitos”, diz Beatrís Mokfa.
Kelidi Zen Cassol Dos Santos afirma que muitas pessoas já vão a Chapecó ou Passo Fundo comprar na Havan. “Que bom que irá ter uma aqui em Erechim, gerando empregos a população”, afirma.
Segundo Marino Regalin, o que os municípios mais precisam é atrair indústrias, produzir bens, gerar empregos locais, vender os produtos dentro e fora do país. “O comércio é um segmento muito importante para a economia. O mais interessante seria comercializar produção daqui. O comércio deve melhorar, e muito, no atendimento, na qualidade e preço de alguns produtos”, comenta. Regalin enfatiza que a atividade que gera emprego e renda sempre é bem-vinda, “mas que não devemos esquecer que o comércio que vem de fora, o lucro maior vai para o local de origem”.
Conforme Marines Morosini, a vinda da Havan é mais um motivo para visitar o município. Ela afirma que, em Erechim, o atendimento deixa a desejar para clientes novos e visitantes. “Talvez, o CDL deveria investir mais nessa área, envolver os lojistas, os gerentes para capacitação, empatia dos funcionários. Olhar mais para esse lado. Todos devem ser respeitados. O vendedor precisa vender e o comprador comprar. A concorrência é grande. Eu, por exemplo, gosto de ser bem-atendida, procuro ser bem-educada pois já estive dos dois lados do balcão. Agora uma coisa é certa: gerência ruim, funcionários deixam a desejar e público de comprar”, destaca.
Roberto Castanho Garcia afirma que numa época em que a geração de empregos é essencial, a instalação de qualquer empresa é muito bem-vinda ao município. “Gerar postos de trabalho, independentemente qual o ramo, é gerar dignidade ao ser humano, porque qualquer trabalho honesto é digno”, diz.
“Não sou comerciante, sou consumidor e vou gostar muito de ter qualidade e preços melhores. O povo brasileiro merece ter o mínimo de benefício possível, o comércio local eu tenho certeza que irá se adaptar bem a concorrência”, afirma Wagner Araujo.
Para Lírio Dalla Vecchia o comércio de Erechim não deve se preocupar com a vinda da Havan. “Mas sim, com o péssimo atendimento dado aos clientes”, ressalta.