O gramado sintético será um dos desafios do Ypiranga na partida de sábado (13), diante do São José, no Passo D’Areia, às 15h. E para os jogadores se adaptarem ao campo, o Canarinho antecipou a viagem. A delegação embarcou na quarta-feira (10) para Novo Hamburgo, e na tarde de ontem (11) realizou o seu primeiro treino.
Aos 20 anos, o lateral-direito Guti conhece essa realidade. O jogador atuou no São José por aproximadamente um ano. “Existe uma grande diferença. Para o time da casa é mais fácil pelo fato dos treinos diários serem realizados”.
Mas além disso, outros fatores acabam influenciando no decorrer da partida. “A bola fica mais ‘viva’, e não existe muito jogo pelo chão. Para o time que não treina e não tem o costume, o negócio é jogar pela bola aérea e cuidar com o ‘quique’ da bola que acaba enganando o marcador”, finaliza Guti.
A antecipação da viagem
Para o técnico Fabiano Daitx, a partida envolve muito mais que o gramado sintético. Buscando se manter nas primeiras colocações do grupo B, o Ypiranga segue colado no G4, e para o comandante as próximas duas partidas serão cruciais para o Canarinho. “As próximas duas rodadas vão mostrar se iremos brigar pela classificação ou pela fuga do rebaixamento. Ainda existe essa tensão e preocupação. Estamos focados em tirar logo essa questão do rebaixamento de qualquer pensamento”.
A antecipação da viagem foi vista com bons olhos pela diretoria, e segundo Fabiano a adaptação será importante. “Sabemos que essas dificuldades podem ser superadas. O São José está ambientado, mas eles não são imbatíveis. Precisamos ter concentração e ficar atentos as adaptações e ver as pequenas diferenças”.
A campanha do São José em casa
Em cinco partidas realizadas no Passo D’Areia, o Zequinha conquistou quatro vitórias e perdeu apenas uma partida. O bom desempenho do adversário foi destacado pelo zagueiro Saimon. “Temos o conhecimento da campanha que eles fazem. A adaptação que eles têm ao gramado é uma das dificuldades dos visitantes. A questão tática e a postura da nossa equipe não vão mudar. Sabemos da dificuldade, mas temos que aproveitar as oportunidades”, finaliza Saimon.