Unir esforços para colocar em prática um novo projeto de vida, que envolve a família e, principalmente, uma reviravolta nos hábitos e trabalho de todos. Essa é a história dos Embutidos Guareschi, agroindústria localizada no Km 10, Povoado Argenta, em Erechim, que produz salame, linguiça campeira, corte de carnes e banha.
Segundo Roberto Grunewald faz quatro anos que a agroindústria está aberta e produzindo com a união da família, sua esposa, Vanessa Guareschi Grunewald; o sogro Nemezio Natalino Guareschi; a sogra, Maritsa Vesaro Guareschi; e o pai do Roberto, Martin Grunewald. “Industrializamos, por mês, em torno de cinco mil quilos de produtos, que são comercializados na cidade, Feira do Produtor e em 45 pequenos mercados nos bairros”, afirma.
Ele conta que o projeto saiu do papel devido a uma soma de esforços e experiências. “Meu sogro é pedreiro, tem 60 anos, e para subir e descer andaime já estava complicado; a sogra já trabalhava em agroindústria, tinha conhecimento; eu e minha esposa trabalhávamos na indústria. Meu sobro sempre teve o sonho de ter uma agroindústria, fazia salame para consumo próprio, tinha um pouco de dinheiro eu mais um pouquinho; trabalhei 13 anos na indústria; chega uma hora que não se quer mais ficar no mesmo trabalho; se juntamos e começamos a agroindústria”, afirma.
Tudo que é produzido é vendido, afirma Roberto. Hoje, se não houvesse dívidas se conseguiria pagar um salário bom para todo mundo que trabalha no negócio. “Só que começamos do nada. Então, tudo que é produzido, vendido a gente investe de volta na agroindústria”, diz.
Dificuldade
Ele comenta que o mercado de embutidos em Erechim está um pouco saturado. “Somos inspecionados pelo SIM, então a gente só pode vender dentro do nosso município e tem mais 17 agroindústrias aqui que vendem dentro da cidade, então, a concorrência é grande”, comenta.
Roberto afirma que há muita burocracia para agroindústria abrir novos mercados no estado e sair com os produtos para fora do município. “Esse é o grande problema e a dificuldade de todas as agroindústrias”, diz.
Independente de qual seja o prefeito, ele diz que falta mais atenção, apoio e incentivo do poder público às agroindústrias, entre elas auxílio nas questões burocráticas e administrativas em relação ao poder público.
Mercado
O produtor ressalta que há outros mercados em outros estados para consumir esse tipo de produto, e acredita que daria para crescer de 10% a 15% por ano se conseguisse sair com esse produto para fora. “Só que na questão sanitária estamos sozinhos”, diz.
Agroindústria
Ele comenta que industrializar alimentos é uma boa opção para o produtor que tem pouca área, como eles que tem três hectares. “A gente começou sem nada e já está dando retorno. Levantamos a estrutura e começamos a trabalhar”, afirma. Recentemente a família comprou uma ensacadeira e um carro maior, investimentos altos. “Em quatro anos já crescemos uns 20%”, afirma.
Roberto comenta que sair da cidade para ir morar e trabalhar no campo está sendo muito satisfatório. “Sempre gostei do interior, unimos o útil ao agradável”, diz.