A mudança no rumo da vida pode ocorrer por muitos motivos, a da família Balat começou pela necessidade e superação. “A ideia da agroindústria surgiu por necessidade mesmo, a gente tinha criação de vaca de leite, mas estava indo cada vez mais para trás, aí minha esposa, Eliane Terezinha Balat, começou fazendo um pouco de bolachas e deu certo. Depois, abandonamos a outra atividade”, lembra Paulo Antônio Balat.
A Agroindústria Balat, localizada no Km 14, Linha Pansera em Erechim, funciona há 10 anos, e de lá para cá a produção de panifícios, pães, bolachas, aumentou e, hoje, a família entrega seus produtos em pequenos mercados de Erechim e vive praticamente do rendimento da agroindústria.
Paulo ressalta que foi uma boa opção partir para a agroindústria, e agora o casal está tentando passar o negócio para os filhos. “Ter feito a agroindústria foi ótimo para nós, uma aposta, a partir da necessidade, que deu certo. É difícil, mas estamos tentando mostrar que na cidade é diferente”, diz.
Ele diz que o conhecimento para fazer os produtos foi sendo adquirido aos poucos pela experiência, fazendo cursos, buscando e criando novas receitas, sempre aperfeiçoando o trabalho e buscando o melhor resultado. “Ao longo dos anos fomos aumentando gradativamente a produção”, diz.
Uma das dificuldades da agroindústria e que mais atrapalha a rotina de trabalho e a produção dos alimentos é a falta de energia elétrica. “Quando chove a gente fica com o coração na mão, falta luz quase direto”, afirma. Do jeito que está, diz Paulo, só um gerador para resolver a falta de luz. “Esse é um dos problemas mais sérios para nós, tem outras dificuldades, mas que, diariamente, se consegue contornar”, explica.
Hoje, a agroindústria Balat industrializa em torno de 20 a 25 sacos de farinha de 25 quilos por mês. Uma quantidade grande, afirma, principalmente para uma agroindústria que faz pequenos alimentos.
Segundo Paulo, os alimentos feitos pelas agroindústrias vão continuar tendo espaço no mercado e entre os consumidores. E, acrescenta, o mercado de alimentos pode diminuir, “mas não vai parar”. Um ponto que o preocupa e incomoda são as incertezas políticas.