O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou na quinta-feira (25) os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), relativos ao mês de junho no Brasil, estados e nos municípios.
E Erechim apresentou retração na geração de empregos com 76 vagas negativas, impulsionados pelos números ruins da Construção Civil, Comércio e Serviços. A indústria teve um ligeiro crescimento.
Apesar desses números ruins, ao longo do primeiro semestre de 2019, foram gerados 629 novas vagas com 7.874 admissões e 7.245 desligamentos com carteira assinada.
Computados os últimos 12 meses (julho de 2018 a junho de 2019), 512 postos foram criados.
Comparações
Comparando-se o primeiro semestre de 2018 com o mesmo período de 2019, o ano não se mostra bom para Erechim. Foram criadas 313 vagas a menos. Em 2018 foram 942 postos de trabalho com destaque para indústria com 488 positivo. E em 2019, 629 postos com carteira assinada, menos de duas vagas por dia.
Analisando os números dos últimos 12 meses, apresenta um decréscimo maior ainda. De julho de 2017 a junho de 2018 foram criadas 1.126 vagas e no mesmo período de junho de 2018 a junho de 2019 foram 512. Portanto, 614 postos de trabalho com carteira assinada a menos.
Indústria, o melhor setor da economia
Em junho, o melhor setor da economia foi a indústria da transformação com 19 postos de trabalho criados. Contratou 412 trabalhadores, e demitiu 393. Já no ano de 2019, em seis meses criou 545 vagas com carteira assinada, sendo disparado o setor com os melhores números.
Individualizando e comparando o primeiro semestre de 2018 com o de 2019, são 57 vagas a mais geradas, o que mostra uma reação constante e mais sólida que os demais segmentos da economia.
Construção Civil com dificuldades
A Construção Civil, segmento importante para a economia registrou os piores números em Erechim no mês de junho, fechando 37 vagas. Admitiu 92 trabalhadores e demitiu 129.
E no acumulado do ano tem o desempenho aquém a todos os demais setores (159 postos de trabalho fechados). Em junho do ano passado (2018) tinha criado 11 novas vagas.
No primeiro semestre de 2018 tinha um saldo negativo de 20 vagas, somadas as 159 desse ano, são 179 vagas a menos.
Comércio, um ano pior que 2018
Quem também fechou no negativo em junho foi o Comércio, com 35 postos de trabalho fechados. Contratou 260 funcionários e demitiu 295. No ano são 96 vagas fechadas. No mês de 2018 havia fechado 19 vagas, pouco melhor que esse ano.
Comparado o período do primeiro semestre de 2018 com 2019, esse ano está bem pior. No acumulado dos seis meses do ano passado criou 56 vagas. E nesse ano fechou 96, com saldo negativo de 152 para o período
Serviços sofre revés, mas continua bem
Já o setor de Serviços, que vinha bem no ano, em junho teve um revés e fechou 23 postos de trabalho com carteira assinada. Foram 282 contratações e 305 desligamentos.
Nos seis primeiros meses de 2019 está no positivo com 340 postos de trabalhos criados, sendo o segundo melhor setor da economia pesquisado.
Em junho de 2018 tinha criado 18 vagas e no semestre do mesmo ano 393 postos de trabalho, 53 a mais que em 2019.
Outros segmentos amargam decréscimo
Outros segmentos de menor impacto na economia – extrativa mineral, administração pública, serviço industrial de atividade pública e agropecuária – junto criaram uma vaga de emprego e desligaram de suas atividades um trabalhador, ficando com saldo zero em junho.
Computados os números do primeiro semestre de 2019 está com número negativo de uma vaga. Em junho de 2018 havia criado 10 vagas e no semestre, 25 novos postos de trabalho
Recuperação lenta
Desde o início da crise em 2014, com empresas de grande porte em recuperação judicial, Erechim fechou mais de seis mil postos de trabalho e a recuperação vem sendo lenta. Num mês melhora, no outro piora, e desta forma os números não se tornam tão significativos, pois não gera 2 empregos por dia de média.