A área destinada ao plantio de trigo no Alto Uruguai em 2019 se manteve praticamente igual a safra anterior, a estimativa prevista para a região é cultivar 27.850 hectares. A expectativa de produtividade das lavouras de trigo é de 3300kg por hectare e a cevada 3000 kg por hectare, para uma área cultivada de 10 mil hectares.
Segundo o engenheiro agrônomo, Luiz Angelo Poletto, assistente técnico regional em Produção Vegetal da Emater/RS-Ascar, nesse momento, as lavouras estão na fase de desenvolvimento vegetativo. “Os produtores estão aplicando nitrogênio em cobertura nas lavouras e alguns estão começando a fazer tratamentos preventivos com fungicidas”, afirma.
Ente os municípios com maior área cultivada de trigo na região se destacam Sertão com quatro mil hectares; Campinas do Sul com três mil hectares; e Cruzaltense, dois mil hectares.
O engenheiro agrônomo da Emater ressalta que o custo de produção está alto em torno de 40 sacos por hectare, sendo que a previsão é colher em média 55 sacos por hectare.
Quatro Irmãos
O município de Quatro Irmão, um polo produtor de grãos no Alto Uruguai, neste ano tem um plantio estimado de 1500 hectares, segundo a engenheira agrônoma da Emater de Quatro Irmãos, Joviane Salvador. “A estimativa até o momento é de colher pelo menos 3.600 kg/ha”, afirma.
Joviane observa que as geadas foram intensas, em dois períodos mais frios, mas não atingiram as fases críticas da cultura do trigo. “No momento, o estágio médio é de ‘afilhamento’, e ainda não entrou na ‘elongação’”, afirma.
Conforme Joviane, o estado de sanidade das culturas está satisfatório, e os produtores estão aproveitando esta semana para fazer as aplicações de fungicidas. “O clima vem colaborando, pouca umidade, o que tem favorecido bastante a cultura”, observa.
Sertão
No município de Sertão, é um dos que mais estão plantando trigo no Alto Uruguai. Um exemplo é o produtor, Rubens Fontana, que aumentou em 50% a área plantada do grão em relação à safra passada. Rubens plantou 83 hectares da cultura de inverno, e afirma que até o momento a lavoura está muito bem. Ele já fez duas aplicações de ureia e uma de fungicida. “Condições ideais até o momento”, observa. Segundo o produtor, a produtividade média dos últimos anos ficou em torno de 55 sacos a 60 sacos por hectare.
Fontana planta trigo para fazer a rotação de cultura e porque a cultura produz uma boa palhada para cobertura do solo e combate a instalação de pragas. E, se a lavoura for bem e a produtividade se manter o agricultor ainda consegue ter lucro com o trigo.
Brasil
O Brasil consome 12 milhões de toneladas de trigo, mas produz somente cinco milhões de toneladas, o restante é importado da Argentina, que segundo Polleto, tem um custo de produção mais baixo que o brasileiro.