Profissões ligadas à tecnologia estão entre as que mais vão crescer nos próximos anos, de acordo com o Mapa do Trabalho Industrial 2019-2023 elaborado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), divulgado nesta semana.
Entre as “profissões do futuro”, destaque para a ocupação de condutor de processos robotizados – que apresentará a maior taxa de crescimento percentual no número de empregados nos próximos cinco anos: 22,4%. Em igual período, por exemplo, o acréscimo médio projetado para as ocupações industriais será de cerca de 8,5%. O resultado, conforme o estudo do Senai, é reflexo das mudanças tecnológicas e da automação do processo de produção.
O Mapa também aponta que, até 2023, irão “bombar” as seguintes ocupações:
- Pesquisadores de engenharia e tecnologia (aumento de 17,9% nas vagas de emprego disponíveis);
- Engenheiros de controle e automação, engenheiros mecatrônicos e afins (+ 14,2%);
- Diretores de serviços de informática (+ 13,8%);
- Operadores de máquinas de usinagem CNC (+ 13,6%).
Embora o número de empregos criados nessas áreas ainda seja baixo em relação ao total de empregados no Brasil, o crescimento acelerado reforça que profissões com base tecnológica são tendência no mercado de trabalho, explica o diretor-geral do Senai, Rafael Lucchesi. “O mundo vive a 4ª revolução industrial e o levantamento mostra que o Brasil, mesmo diante das dificuldades econômicas, está se inserindo aos poucos na Indústria 4.0”, observa Lucchesi.
Informações para orientar, investimentos para inovar
A gerente de Operações do Centro de Formação Profissional Senai José Oscar Salazar de Erechim, Valquíria Moll Grazziotin, destaca a importância do Mapa e revela que o estudo servirá para dar subsídio às ações da instituição na oferta de cursos voltados ao atendimento das necessidades das indústrias, inclusive, na Capital da Amizade.
Sob esta perspectiva, Valquíria observa que os jovens devem ser estimulados para o desenvolvimento das competências necessárias ao atendimento do avanço tecnológico. “Ciente desta realidade, o Senai RS já oferece um curso online e gratuito (Desvendando a Indústria 4.0) disponível no site senairs.org.br/senai40, o qual possibilita a imersão no tema”, pontua a responsável pela instituição em Erechim.
Valquíria Moll Graziottin ainda ressalta que o Senai José Oscar Salazar, graças à interação com o setor produtivo local, trabalha no intuito de atender as demandas geradas. Fruto disso, diz ela, é o investimento de R$ 1,5 milhão para aquisição de máquinas e equipamentos, visando modernizar a escola e desenvolver novos cursos. Na lista, ações nas áreas de Eletromecânica e de Manutenção de Máquinas; Mecânico de Usinagem CNC, complementando com Operador de Processos Logísticos Industriais, Desenhista Mecânico, Eletricista Industrial e Soldador. Para 2020, cursos de Automação são previstos.
Qualificação para 10,5 milhões
O levantamento do Senai também prevê que o Brasil terá de qualificar 10,5 milhões de trabalhadores em meia década em ocupações industriais nos níveis superior, técnico, qualificação profissional e aperfeiçoamento. As áreas que mais vão demandar formação profissional são:
- Transversais (1,7 milhão);
- Metalmecânica (1,6 milhão);
- Construção (1,3 milhão);
- Logística e transporte (1,2 milhão);
- Alimentos (754 mil);
- Informática (528 mil);
- Eletroeletrônica (405 mil);
- Energia e telecomunicações (359 mil).
Profissionais com qualificação transversal trabalham em qualquer segmento – a exemplo de pesquisa e desenvolvimento, técnicos de controle da produção e desenhistas industriais.
Aperfeiçoando quem já tem emprego
A demanda por qualificação prevista pelo Mapa inclui, em sua maioria, o aperfeiçoamento de trabalhadores que já estão empregados e, em parcela menor (22%), aqueles que precisam de capacitação para ingressar no mercado de trabalho. Essa formação inicial inclui a reposição em vagas já existentes e que se tornam disponíveis devido à aposentadoria, entre outras razões.
OCUPAÇÕES QUE MAIS VÃO CRESCER ATÉ 2023
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Ocupação |
Formação |
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Taxa de crescimento até 2023 |
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Condutores de processos robotizados |
Qualificação + 200h |
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22,4% |
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Técnicos em mecânica veicular |
Técnica |
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19,9% |
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Engenheiros ambientais e afins |
Superior |
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19,4% |
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Pesquisadores de engenharia e |
Superior |
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17,9% |
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Profissionais de planejamento, |
Técnica |
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17,3% |
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Montadores de sistemas e estruturas |
Técnica |
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15,5% |
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Engenheiros agrimensores e |
Superior |
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15,2% |
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Gerentes de operações de serviços em |
Superior |
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15,1% |
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Engenheiros de alimentos e afins |
Superior |
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15,1% |
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Instaladores e reparadores de linhas e |
Qualificação + 200h |
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15,0% |
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Engenheiros de controle e automação, engenheiros mecatrônicos e afins |
Superior |
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14,2% |
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Técnicos em eletromecânica |
Técnica |
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14,0% |
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Diretores de serviços de informática |
Superior |
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13,8% |
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Operadores de máquinas de usinagem CNC |
Qualificação + 200h |
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13,6% |
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Supervisores de manutenção eletromecânica |
Técnica |
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13,1% |
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Técnicos mecânicos na manutenção de máquinas, sistemas e instrumentos |
Técnica |
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13,1% |
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Pesquisadores das ciências naturais e exatas |
Superior |
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12,5% |
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Desenhistas projetistas da eletrônica |
Técnica |
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12,5% Fonte: Senai |
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Levantamento do Senai prevê que o Brasil terá de qualificar 10,5 milhões de trabalhadores nos próximos cinco anos