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Colégio Agrícola: Hora de colocar em prática o aprendizado

Descrever diferentes tipos de culturas, apresentar custos e técnicas de produção, qualidades nutricionais, principais doenças e tratamentos, utilização das plantas na culinária, estimular o consumo e o plantio dos alimentos e, também, a prática da pesquisa nos estudantes, esses foram os objetivos da tarde de campo sobre olericultura, realizada no Colégio Agrícola Estadual Ângelo Emílio Grando de Erechim realizou, nesta terça-feira (20). A apresentação teve 26 estações rurais com alimentos de grande valor nutricional que podem ser produzidos e comercializados na região, e, principalmente, cultivados no sistema agroecológico.

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Andrieli Murari e Daniele Menegaz
Alan Lucas e Ruan Felipe
Alexandre Mendonça e Cauê Betiato
Fernanda Kissel e Cesar Freitas Filho
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Ígor Dalla Rosa Müller

Descrever diferentes tipos de culturas, apresentar custos e técnicas de produção, qualidades nutricionais, principais doenças e tratamentos, utilização das plantas na culinária, estimular o consumo e o plantio dos alimentos e, também, a prática da pesquisa nos estudantes, esses foram os objetivos da tarde de campo sobre olericultura, realizada no Colégio Agrícola Estadual Ângelo Emílio Grando de Erechim realizou, nesta terça-feira (20). A apresentação teve 26 estações rurais com alimentos de grande valor nutricional que podem ser produzidos e comercializados na região, e, principalmente, cultivados no sistema agroecológico.

Segundo o professor de olericultura e fruticultura, Valdecir Francisco Balestrin, além da atividade servir de base para pesquisa e conhecimento dos alunos sobre diferentes culturas como tomate, repolho, cenoura, alho, almeirão, entre outras, tudo que é produzido é utilizado na alimentação dos alunos na escola.  

Balestrin comenta que a tarde de campo é importante para formação dos futuros técnicos agrícolas já que poderão levar esse conhecimento aos agricultores quando estiverem atuando no mercado de trabalho. “Irão orientar os produtores como cultivar e produzir melhor esses alimentos”, diz.  

O professor mostra que o colégio tem uma ótima estrutura para colocar em prática as atividades de campo, estufas, irrigação, solo bem cuidado com adubação orgânica e consórcio de plantas, o que permite uma melhor experiência por parte dos alunos e um bom resultado no cultivo dos alimentos.  

O Colégio Agrícola está dividido em 12 setores de produção, que envolvem agroindústria, avicultura, suinocultura, bovinocultura, culturas, desenho e topografia, ervas medicinais, nutrição animal, silvicultura, fruticultura, irrigação, jardinagem e olericultura. Durante o ano letivo as informações trabalhadas em cada setor são repassadas a todos os alunos da escola. O dia de campo proporciona um aprendizado para se comunicar em público e aprender habilidades de extensão rural.

Cenoura

As alunas Andrieli Murari e Daniele Menegaz fizeram a pesquisa sobre a cenoura. Segundo elas, o objetivo foi conhecer um pouco mais sobre essa cultura, características, custo de produção, principais pragas e tratos culturais, para mostrar que ao fazer um bom manejo do solo e da cultura se terá uma boa produção no final. Andrieli e Daniele comentam que a cenoura tem valor nutricional, contribuiu para a saúde e dá lucro.

Almeirão

“O almeirão é bastante utilizado na alimentação diária, é indicado para quem tem falta de apetite e tem muitas propriedades medicinais”, comentam os estudantes, Alan Lucas e Ruan Felipe, que escolheram esse alimento para fazer o trabalho.

Eles destacam que a tarde de campo é importante para obter mais conhecimento das culturas e ter contato com plantas que não se conhecia. “O almeirão produz bem na região, pode ser cultivada tanto em estufa como em local aberto, mas o melhor é na estufa com irrigação. O ciclo dela é de 50 a 70 dias”, dizem. O que mais chamou atenção dos estudantes foi as propriedades medicinais da planta.

Repolho roxo

Os estudantes, Alexandre Mendonça e Cauê Betiato, escolheram fazer a pesquisa com o repolho roxo, por ele ser uma variação do repolho convencional, ter uma cor diferenciada e ser bastante utilizado na culinária japonesa. “O plantio pode ser feito de março a junho e de setembro a janeiro, com duas colheitas por ano”, explicam.

Eles comentam que um hectare de repolho roxo traz bastante lucro ao produtor em torno de R$ 40 mil por colheita, descontando os custos. “Se for plantado no tempo certo, ter cuidado com solo, pragas e doenças, ele se desenvolve bem na região”, diz.

Conforme os alunos, o repolho roxo não é um alimento difícil de se cultivar, no entanto, precisa de um bom controle de pragas, que pode ser feito com produtos naturais, com uso de homeopatia, utilizando a própria praga para fazer o tratamento, ou usar uma mistura de água, sal, vinagre e detergente e fazer a aplicação na planta. O tratamento orgânico ajuda diminuir o custo de produção e gera um alimento saudável, bom para quem produz e consome.  

Aspargo

Fernanda Kissel e Cesar Freitas Filho escolheram o aspargo porque além de ser uma cultura bonita tem alto valor comercial, tem várias propriedades como vitaminas A, B1, B2, B9, C e faz bem para a saúde. “É um alimento que todos deveriam comer pelo menos uma ou duas vezes por semana, por mais que não seja de fácil acesso, por ser pouco cultivada”, dizem.

Elas explicam que o aspargo produz na região porque gosta de frio, se planta no mês de setembro, início da primavera, mas se colhe somente depois de dois a três anos depois de implantado. “É uma cultura rentável, em uma área de um hectare dá um lucro de mais ou menos R$ 25 mil”, afirmam. As estudantes comentam que na região não tem produção, e que o aspargo não é recomendado para quem está começando na olericultura, porque demora para começar a produzir. “Quem já trabalha com olericultura é quer aprimorar o negócio, o aspargo é recomendado”, dizem.

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