A produção brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve fechar o ano com um crescimento de 5,9% em relação ao ano anterior. Conforme com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado em agosto pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o País deve ter uma safra recorde de 239,8 milhões de toneladas neste ano, ou seja, 13,3 milhões a mais do que em 2018.
No levantamento anterior, realizado em julho, a estimativa era um pouco menor, de 239,7 milhões de toneladas, ou 5,8% a mais do que no ano anterior.
De acordo com o IBGE, a alta de 5,9% deve ser puxada pela produção de milho, que deve crescer 21,5% em relação ao ano anterior.
Em entrevista à TV Bom Dia nesta semana, o engenheiro agrônomo e assistente técnico regional da Emater, Luiz Ângelo Poletto, pontuou que no ano passado foi registrada uma colheita da soja considerada ótima na região e Estado: 63 sacos por hectare. Para esse ano a previsão é 65 sacos por hectare.
Conforme Poletto, o milho é a segunda cultura mais plantada a região e há uma previsão de 42.320 hectares de área plantada, aumentando em torno de 1.200 hectares em relação à safra passada. “A produtividade foi excelente, alcançando uma colheita de 150 sacos por hectare (média nos 32 municípios) e a estimativa para o próximo ano é alcançar 155 sacos por hectare”, assinalou.
Na região também há 15 mil hectares de milho para silagem, voltada à alimentação animal. Também há uma área de feijão, que está diminuindo em nível regional, e a previsão de plantio para esse ano é 930 hectares.
Na avaliação do engenheiro agrônomo, a alta produtividade se deve, principalmente, ao fato de o produtor estar se especializando cada vez mais nas respectivas áreas de atuação. “Há municípios que se sobressaem e outros que estão se encaminhando para alcançar altos índices”, citou.
No Alto Uruguai são 640 mil hectares na região – entre matas, áreas de cultivo, de reflorestamento, cidades e há 290 hectares de lavouras. “Se melhorarmos, poderemos alcançar 300 mil hectares na região. Contudo, nesse sentido deve-se observar e redobrar o cuidado para não retirar áreas importantes dedicadas à diversificação como bovinocultura, fruticultura, entre outras”, alertou.
Atualmente o momento é voltado às ações de cobertura do solo. Poletto explicou que, atualmente, a área que receberá o plantio de grãos no verão contempla 40 mil hectares e está sendo cultivada com trigo e cevada. “O restante são plantas de cobertura de inverno, que são ótimas para posterior utilização para soja ou milho. É uma questão que precisa ser avançada na região”, acrescentou.
Mais sobre a pesquisa
Segundo o IBGE, entre as outras lavouras de grãos em que se estima produção acima de 1 milhão de toneladas, deverão fechar o ano com alta o algodão (32,4%), o sorgo (13,9%) e o trigo (9,5%). O feijão, por outro lado, deve ter queda de 1,1% no ano.