Quando anunciaram o jornalista José Adelar Ody, como patrono da Feira do Livro de Erechim, há alguns meses, eu, particularmente fiquei muito feliz. Trabalhei anos com o Ody, e sei de como ele pensa o bom jornalismo e isento. E esse tipo de pensamento incomoda muitos.
Espírito crítico
Com espírito crítico, tem quatro décadas na profissão. E durante esse período, passou pelos avanços da comunicação. Mas escrever nunca foi um desafio para ele, foi um prazer. O desafio maior sempre foi a modernidade, pois com um estilo rebuscado, sempre valorizou a boa escrita. E que bom que foi assim, para deleite de quem sempre o acompanhou.
“Nada superava a palavra”
Durante seu pronunciamento longo, mas oportuno, contou a história da comunicação desde a Idade Média com o fogo, fumaça, bandeiras e sinos: “Mas nada superava a palavra”, disse o patrono.
Imprensa escrita
Contou a história da escrita no mundo, e chegou ao Brasil em 1808 e a relação da comunicação oficial e o início da comunicação crítica através de Hipólito José da Costa, que lançou em Londres o Correio Braziliense. Do Brasil, veio para Erechim e fez um breve relato da história da imprensa escrita.
Mudança de hábitos
Ody então chegou a era dos computadores, com o lançamento do primeiro em 1977 e a internet nos anos de 1990: “O que viria quase a cada dia como uma novidade, uma inovação, não levou só à mudança de hábitos – mas veio mudando de roldão as formas de comunicação, o grau de conhecimento e as relações entre as pessoas”
Aprofundamento de matérias
A relação dos jornais impressos com os meios digitais teve uma análise à parte pelo patrono, que apenas sobreviverão aqueles que tiveram conteúdo voltado para o aprofundamento das matérias, a análise e principalmente a opinião: “a notícia objetiva – o quê, quando, onde, como e quem - você vai pegar na palma da mão no jornal digital. Os porquês – você vai poder sorver folheando papel, isto se alguém se atrever a resistir. O fato é que a comunicação em papel segura o leitor”