Quando se fala em ‘nova economia’, uma das premissas é compreender que o foco deixa de estar centralizado na indústria e seus processos, e passa a estar nos serviços – fazendo com que o principal ponto de atenção se volte à experiência do usuário, a chamada ‘UX’.
Desta forma, é possível compreender o fato de que o que existe, portanto, não seria uma ‘economia nova’, mas uma nova forma de fazer negócios; um formato em que o produto não é mais vendido sem oferecer junto dele uma experiência para o usuário – que busca, cada vez mais, o serviço sem a necessidade da aquisição da ferramenta principal, como o Uber, por exemplo.
Economia Digital
O presente é o da 4ª Revolução Industrial, que deve ser chamada de Economia Digital- que tem como base a tecnologia, tendo como marco a passagem do analógico para o digital.
A transição, aliás, turbinou o surgimento das startups, no Brasil e no mundo. Em Erechim, o MyClub – que possui mais de 28 mil usuários e ultrapassou a casa dos 250 parceiros com 450 mil vendas realizadas, além de mais de 1 milhão de cashback distribuído é um bom exemplo.
Segundo um dos sócios-fundadores do MyClub, Bruno Costa, o ecossistema atual (estilo startup) representa, de fato, uma nova forma de se fazer negócios, especialmente por nascer com um mindset (modelo mental/pensamento) voltado à inovação tecnológica. ‘As startups são enxutas financeiramente e possuem processos mais ágeis’, resume Bruno.
‘Apesar do MyClub não ser mais considerado uma startup, pois já possui receita para sobreviver, temos presente que nascemos num ecossistema que foi criado na região. Os principais ganhos de um ambiente como esse são as trocas de aprendizados, experiências, networking e relacionamentos. No MyClub, temos enraizado a cultura do ‘errar rápido e barato; e corrigir e crescer rápido’”, completa o empreendedor.
As premissas do Digital
O que acontece com o MyClub, e outras empresas locais, vem se efetivando nas organizações de um modo geral – e irreversível, diga-se de passagem. Hoje, é preciso encarar a tecnologia como aliada das organizações (de todos os portes) a fim de garantir melhores resultados.
Veja quais são as premissas da Economia Digital
# Centralização do usuário: Deve-se considerar a experiência a ser proporcionada ao cliente, sua retenção para gerar fidelização e recorrência, com base na satisfação.
# Crescimento: É imperioso o crescimento da receita e o surgimento de novas fontes de receita, gerando um maior alcance digital com diferenciação competitiva relevante.
# Eficiência Operacional: Com base no capital humano, tal requisito compreende processos desenvolvidos por pessoas, tendo também ligação com o investimento em inovação e outros recursos.
# Agilidade Empresarial: Consiste em ter base em tempo de qualidade para a tomada de decisões e a velocidade dos processos em relação ao mercado.
Os 6 D´s
A Economia Digital traz consigo, ainda, a disrupção elucidada por Peter Diamandis, trabalhando os 6D´s que compõe o case da Kodak:
# Digitalização,
# Decepção,
# Disrupção,
# Desmonetização,
# Desmaterialização
# Democratização.
Em tempo: a Kodak se Danou (sétimo e triste D)’ porque, ao não acompanhar a inovação perdeu espaço para outras marcas que o fizeram.
Ênfase na ação
Percebe-se que mais importante do que compreender um simples conceito, tentando dar nome a um momento que antecede um outro modo de fazer negócios, é necessário ter foco na inovação, buscando priorizar o desenvolvimento do capital humano, dando sentido a atuações significativas para que o negócio se torne exponencial e alcance patamares mais altos, como acreditou – e fez – o MyClub.
O que é inovação?
Inovação não é apenas abraçar novos formatos de escritórios. Inovar vai além de colorir paredes. É vital estar em busca de soluções rápidas que possam sanar de maneira eficaz, prática e escalável ‘dores’ (necessidades) que o mercado possui.