Já é tradição: após o Natal já se intensificam os preparativos para a ceia de Ano Novo. Momento de reunir os familiares e amigos para se despedir do período que encerra e celebrar a chegada de um novo ciclo.
Para o momento especial, as comidas e bebidas merecem atenção e provocam expectativa no paladar e porque não dizer, no bolso de quem investe em uma mesa farta.
Neste ano, a boa notícia é que as frutas estão com preços mais acessíveis, até mesmo no comparativo com o ano passado. Já para as carnes e as bebidas, a dica é pesquisar por opções mais acessíveis, sendo que o reajuste não é novidade. “Ocorreu durante o segundo semestre e não se refere ao período de fim de ano ou ao mercado interno. A questão foi a entrada da China no mercado, para adquirir muita carne, tanto de frango, como bovinos e suínos. Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro está retraído, pois o consumidor tem, muitas vezes, um poder de compra limitado. Tal questão aliada a falta das carnes, como um todo, procura uma certa angústia”, comenta o representante da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) em Erechim e vice-presidente da Rede União, Ademir Favero.
Segundo ele, o desafio enquanto gestor de supermercados, é buscar opções. “Estamos encontrando melhores alternativas para os clientes para que o impacto seja o menor possível. Conseguimos negociar com alguns representantes e comercializar por um preço semelhante ao ano passado. Entretanto, as carnes bovinas e suínas já tiveram reajuste de preço e mesmo assim, inserimos vários itens em oferta”, destaca, reforçando, ainda: “sacrificamos um pouco da nossa margem de lucro para que o consumidor tenha opções e não deixe de realizar a ceia”.
De modo geral, Ademir reforça que o impacto no âmbito financeiro não é tão expressivo, considerando que há itens que tiveram redução nos preços.
Bebidas
No caso do segmento de bebidas, o mercado se manteve estável e não registrou reajustes expressivos.
Frutas
Já no que se refere às frutas, a realidade é diferenciada e muitas podem ser encontradas com preços muito mais acessíveis que no ano passado. O principal fator, segundo Ademir, é a questão climática que contribuiu e gerou uma grande oferta dos produtos no mercado. “Há alguns que estão sendo adquiridos diretamente da Bahia, onde a produção acontece o ano inteiro. Um exemplo é o melão espanhol que está com preço baixo”, pontua.
Lentilha
Em relação a lentilha, o preço também está mais favorável que em 2018. “Mesmo com a alta do dólar, em uma negociação que fizemos, foi adquirido, ainda no mês de outubro, um grande volume do produto importado, por meio da central das redes em Porto Alegre”, comenta.