Ao longo de 2019, nos 11 primeiros meses do ano, Erechim veio se recuperando na geração de empregos, diminuindo o déficit, que iniciou em 2014, com a crise que se espalhou pelo país.
Revés no último mês do ano
Porém, em dezembro, sofreu um forte revés, nos quatro principais segmentos da economia. É o que apontam os números do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Foram 501 postos de trabalho fechados no último mês do ano, com carteira assinada, estancando o crescimento gradativo que vinha ocorrendo.
Quatro segmentos no negativo
A indústria da transformação, construção civil, prestação de serviços e comércio fecharam no negativo, a primeira vez que isso aconteceu em 2019.
Abaixo da expectativa
Desta forma, o número esperado com carteira assinada caiu. De janeiro a dezembro de 2019, foram criados em Erechim, 885 novos empregos, uma média de 2,42 por dia. Um número baixo, pela necessidade dos milhares de desempregados, que no acumulado, desde 2014, são em torno de seis mil.
A seguir o desempenho dos principais segmentos da economia em dezembro, e no ano de 2019.
Indústria, o melhor segmento
Ao longo de 2019, a indústria sempre registrou bons números, e mesmo quando cresceu pouco, avançou na geração de empregos formais. Foram 511 novos postos no ano passado. Porém em dezembro, registrou os piores índices, entre todos os segmentos pesquisados. Demitiu 226 trabalhadores (contratou 251 e desligou). Apesar dos números ruins, ainda é o melhor setor, se analisados os meses de janeiro a dezembro.
Construção civil: altos e baixos
Esse segmento teve um ano, de bons e maus momentos. Nunca se firmando, até por conta, da demora na aprovação do novo plano diretor de Erechim, que traz insegurança jurídica aos investidores. Problema esse, que deve ser resolvido em meados de fevereiro, com a votação das mudanças apresentadas pelo Executivo.
Em dezembro, a construção civil demitiu 65 trabalhadores com carteira assinada (93 contratações e 158 demissões). Ao longo do ano de 2019, registra números positivos. Foram criadas 194 novas vagas.
Comércio: o pior setor
O comércio é o pior setor da economia. Fechou no negativo em dezembro e no ano. Em dezembro que sempre melhora, em função das contratações temporárias, nesse ano demitiu nove funcionários (294 admissões e 303 desligamentos).
Ao longo de 2019, demitiu 62 trabalhadores com carteira assinada (3.771 contratações e 3.833 desligamentos).
Um dos motivos desses resultados é a opção do cliente em adquirir produtos pela internet
Serviços: fundamental para arrecadação
O setor de serviços é responsável pela maior fatia da economia em arrecadação de impostos, mesmo com forte retração em dezembro, quando desligou de seus quadros, 196 trabalhadores com carteira assinada.
Já no ano, tem o segundo melhor índice, atrás apenas da indústria. Em 2019, gerou 239 vagas de trabalho (4.193 contratações e 3.954 demissões)