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Rural

Produtores de soja na expectativa pela chuva

Emater reforça que momento é decisivo para o enchimento de grãos e garantia de uma safra positiva

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Momento atual, com a formação de vagem e enchimento de grãos, é decisivo para a cultura da soja
Por Izabel Seehaber
Foto Gian Lucas Beledelli

Os solos da região prosseguem com a carência de chuva. A última, registrada no domingo (2), em algumas localidades, não foi suficiente para recuperar a umidade do solo. No entanto, auxiliaram para amenizar o impacto de perdas nas lavouras, fruticultura e pastagens.

A informação é do gerente regional da Emater, Gilberto Tonello, que, em entrevista ao Bom Dia, comentou que atualmente as perdas foram controladas, contudo, ainda há fases em desenvolvimento e no caso da soja, o panorama pode melhorar. Para isso, é preciso que o tempo colabore e comece a chover de forma equilibrada e bem distribuída. “Agora é o momento decisivo, com a formação de vagem, enchimento de grãos, por isso, nossa estimativa é que comece a chover bem durante todo o mês de fevereiro e parte de março para garantirmos uma safra positiva”, destacou.

Em Erechim, por exemplo, choveu 15 milímetros no fim de semana. Durante todo o mês de janeiro, foram registrados 151 de milímetros.

No momento, a cultura está 15% em estado vegetativo, 59% entre floração e formação de legumes e 25% enchimento de grãos, sendo que 1% foi colhida. Algumas lavouras esporádicas já foram colhidas, com produtividade média de 40 sc/ha. Os preços registram uma média de R$ 79/sc. Já o farelo de soja é comercializado por R$ 1,60/ kg.

Índices de perdas

Conforme levantamento do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar, diante do cenário anterior à chuva, foi registrada uma perda aproximada de 5% na soja, 15% no milho (grão), 10% no milho (silagem) e 10% no setor da bovinocultura de leite, em função do baixo desenvolvimento das pastagens, entre outros fatores.

Também foram registrados prejuízos na área de fruticultura, principalmente em parreirais e na citricultura.

MIP

Tonello reforçou, ainda, que é fundamental o trabalho voltado ao controle de pragas, insetos, fungos e outros organismos nocivos.  “A Emater desenvolve o trabalho de Manejo Integrado de Pragas (MIP), em que há lavouras monitoradas pela equipe técnica. Nesses pontos, só no ano passado houve uma redução de 50% nas aplicações de defensivos e inseticidas”, pontuou, citando que no caso das doenças fúngicas não há o que fazer, há necessidade de aplicações.

Nesta semana, os produtores estão realizando tratos sanitários preventivos. Não houve identificação de foco de ferrugem na região do Alto Uruguai. 

Outras culturas

Prossegue, também, a colheita da erva-mate. Na região Alto Uruguai são cultivados sete mil hectares da cultura que começa a ser prioritária em alguns municípios pela opção da diversificação nas propriedades.

Segundo a Emater, o clima quente também tem prejudicado as olerícolas, principalmente as folhosas, causando diminuição de tamanho, perda da qualidade e incidência de pragas (trips).

 

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