Foi confirmado ontem (26) pelo Ministério da Saúde, o primeiro caso de uma pessoa infectada com o coronavírus 2019 no Brasil. Trata-se de um homem de 61 anos que acabou de voltar de viagem à região Norte da Itália. O governo federal também informou a existência de outros 20 casos suspeitos no País.
Em razão do risco de pandemia (disseminação mundial) estão sendo intensificadas as ações de vigilância.
Em Erechim, desde o mês passado, profissionais da 11ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), da Secretaria Municipal de Saúde e de entidades hospitalares, organizaram o denominado Protocolo Operacional referente ao novo coronavírus. O documento apresenta diversas informações, desde as formas de prevenção até os sintomas do novo vírus; o diagnóstico; formas de transmissão; tratamento; notificações; procedimentos diante de casos suspeitos; monitoramentos, entre outros aspectos.
O Protocolo tem por base as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e prevê que as equipes de Vigilância dos estados e municípios, bem como quaisquer serviço de saúde, devem ficar em alerta redobrado aos casos de pessoas com sintomatologia respiratória e que apresentam histórico de viagens para áreas de transmissão local nos últimos dias.
Evento para reforçar o assunto
Para ampliar o debate sobre o tema e os cuidados com foco na prevenção, está programado para o próximo mês, um evento regional. O encontro de lideranças e profissionais será no dia 11, às 13h, no prédio 8 da URI. Conforme o coordenador da 11ª CRS, Fábio Fantin, o propósito é mobilizar os municípios e orientar toda a população.
Médico orienta para evitar transmissão
A fim de esclarecer a população de Erechim e região, o médico pneumologista do Hospital de Caridade, Leandro Antonio Gritti, traz dicas e orientações. Confira:
Precauções
1- Como as gotículas de secreção não se disseminam por longa distância, Gritti sugere que deve-se evitar ficar próximo de alguém visivelmente doente (que esteja tossindo e/ou espirrando). Também deve-se evitar ambientes com aglomeração de pessoas, o que reduz o risco de contágio;
2- A pessoa com sintomas respiratórios/suspeita do coronavírus deve fazer uso de máscara, pois ela limita a transmissão do vírus pela tosse ou espirro;
3- Como as gotículas de secreção podem estar depositadas em diversas superfícies, tais como, móveis, utensílios em geral, corrimões, dispositivos eletrônicos, entre outras, não devemos colocar a mão na boca, nariz ou olhos sem antes higienizar adequadamente as mãos com água e sabão e álcool gel;
4- Evitar compartilhar utensílios como copos d’água, por exemplo (cada um deve ter o seu);
5- Ao tossir ou espirrar deve-se cobrir o rosto com lenço descartável ou na ausência deste usar o braço/cotovelo;
6- Usar o cotovelo ou toalha de papel para abrir portas, torneiras, dar descarga no vaso sanitário de locais públicos/circulação de pessoas;
7- Lavar as mãos regularmente e pelo menos três vezes por dia, antes das refeições e sempre que tocar superfícies de móveis e utensílios de ambientes públicos.
Como é feito o tratamento do novo coronavírus?
Conforme o Ministério da Saúde, ainda não existe tratamento específico para infecções causadas por coronavírus humano. No caso do novo coronavírus é indicado repouso e consumo de bastante água, além de algumas medidas adotadas para aliviar os sintomas, conforme cada caso, como, por exemplo uso de medicamento para dor e febre (antitérmicos e analgésicos). Assim que os primeiros sintomas surgirem, é fundamental procurar ajuda médica imediata para confirmar diagnóstico e iniciar o tratamento. Todos os pacientes que receberem alta durante os primeiros sete dias do início do quadro (qualquer sintoma independente de febre), devem ser alertados para a possibilidade de piora tardia do quadro clínico e sinais de alerta de complicações como: aparecimento de febre (podendo haver casos iniciais sem febre), elevação ou reaparecimento de febre ou sinais respiratórios, taquicardia (aumento dos batimentos cardíacos), dor pleurítica (dor no peito), fadiga (cansaço) e dispnéia (falta de ar).
Os casos graves devem ser encaminhados a um Hospital de Referência para isolamento e tratamento. Os casos leves devem ser acompanhados pela Atenção Primária em Saúde (APS) e instituídas medidas de precaução domiciliar.