Desde janeiro que o jornalismo econômico está às cegas, com relação aos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério do Trabalho e Emprego.
Era possível acompanhar o número de admissões e demissões por setor da economia e por cidade a situação da mão de obra formal no Brasil. E por razões até então não divulgadas, o governo federal deixou de apresentar esses números, e fica extremamente difícil precisar o tamanho do desemprego, que a pandemia está causando.
Busquei então, outras fontes de informações, principalmente com quem trabalha com isso, recursos humanos de empresa e me deparei com um número assustador. Que só em abril foram desligados de suas funções em Erechim em torno de 1.500 trabalhadores nos mais variados setores.
Não são números oficiais, porém refletem um momento, que num futuro próximo será muito difícil recuperar. Isso sem contar, aqueles empresários que suspenderam os contratos de seus trabalhadores e àqueles que aderiram ao programa do governo.