Sem dados oficiais com relação ao desemprego, por conta do Ministério do Trabalho não disponibilizar desde janeiro os números do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), segui minha peregrinação de falar com escritórios contábeis e RHs de empresas.
E os números são estarrecedores. Apenas num escritório contábil de Erechim foram feitas em torno de 1.450 rescisões. Conversando com o proprietário, relatou que o setor que mais está desempregando é o comércio, e na sequência vem indústria e prestação de serviços, com números bastante parecidos: “o que está salvando um pouco é o agronegócio, mesmo com a estiagem prolongada”, comenta o contador.
No final de abril, em matéria publicada nesse espaço, apurei 1.500 demissões e nesse mês de maio, acelerou o processo. Para se ter uma ideia, o que representa 4 mil demissões, Erechim, tem hoje em torno de 46 mil trabalhadores com carteira assinada. Isso representa quase 10% da força de trabalho da Capital da Amizade, que ainda se ressente da crise de 2008, que se estendeu até 2015, 2016, quando foram desligados, de suas funções, quase 7 mil trabalhadores (números que o Caged divulgava).