O presidente da ACCIE (Associação, Comercial, Cultural e Industrial de Erechim), Fabio Vendruscolo, ainda não tem dados gerais sobre a questão econômica em Erechim, provocado pela pandemia: “a sensação é de total insegurança, e existe apreensão quanto às bandeiras. Deixa todo empreendedor inerte. Se fechar os estabelecimentos novamente, qualquer planejamento cai por terra”, salienta.
Preocupado com o desemprego
Está preocupado com os números do desemprego. Segundo a Federasul, só na indústria foram 70 mil em 120 dias: “Deveremos amargar uma economia arrochada por vários meses ainda. Mas a fé de um futuro melhor, para todos, só aumenta”, ressalta o presidente, que ainda critica o governo: “a reforma fiscal não ajudou em nada. Era visto que iríamos mais uma vez pagar a conta”.
Setor público é ineficiente
Para Vendruscolo o setor público é ineficiente em todas suas esferas: “a oportunidade de mudar alguma coisa pela necessidade era agora, neste momento pandêmico. E nada aconteceu. Máquina pública intacta: com Covid ou sem Covid”, pontua.
Cortar na própria carne
“Os empresários fizeram de tudo e mais pouco, e ainda estão fazendo com reduções de todos os tipos de gasto, inclusive cortando no salário de colaboradores e de seus próprios pró-labores para suportar a crise”, reforça dizendo que a iniciativa privada cortou na própria carne e o setor público não.
“Mas o salário em dia. É desanimador”
De acordo com o dirigente, o setor público vem trabalhando em turno reduzido, em home office, deixando todos os balcões de atendimento aos necessitados de algum auxílio emergencial para viabilizar seu negócio sem atendimento: “Mas os salários em dia. É desanimador, mas vamos em frente”, finaliza.