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Economia

Comércio: diferentes realidades

A pandemia do novo coronavírus afetou o varejo local de formas diversas

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Enquanto um segmento estabilizou e até diminuiu as vendas, como no setor de calçados, em outro elas
“O mês passado a gente vendeu bem melhor que maio, esse mês está na lenta, mas temos uma semana aind
“Porque este ano está bem devagar, tem movimento, mas não é como antes”, afirma Sandra
“Se está vendendo bem”, comenta Neusa
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Ígor Dalla Rosa Müller

A crise econômica e de saúde pública com a pandemia do novo coronavírus (covid-19) mudou a realidade. Muitos setores foram afetados com o distanciamento social, que orientou as pessoas a ficar em casa, não circular em vias públicas, trabalhar remotamente, obrigou o fechamento do comércio não essencial, enfim, estabeleceu novas ações profissionais e individuais. E, nisso tudo, já se passaram quase 120 dias. Em meio a isso, como estão as vendas do comércio não essencial de Erechim em pleno inverno, mas num veranico, nesta semana?           

Vestuário – calças e jaquetas

Para a gerente, Marcia Dias, de uma loja de vestuário no centro nesta época de crise e pandemia não dá para se queixar, porque as vendas estão acontecendo. Ela explica que do ano passado pra cá as vendas diminuíram, mas tendo em vista a gravidade da situação as vendas caíram pouco. “A gente espera que melhore ainda neste mês”, disse.

A gerente que trabalha há 20 anos no comércio de Erechim comenta que tem dias que está bom e tem dias que não está. “A gente percebe a diferença quando é liberado o auxílio emergencial, porque o pessoal paga no cartão de débito da Caixa”, observa. Ela tem notado que as pessoas usaram o auxílio para comprar roupas que precisavam. “Tem bastante disso”.  

Na sua avaliação se está vivendo um período instável, que ainda vai em ritmo lento, porque não se sabe quanto tempo vai durar essa situação, mas espera que melhore. “O mês passado a gente vendeu bem melhor que maio, esse mês está na lenta, mas temos uma semana ainda para trabalhar”, diz.

Por fim, observa que apesar de todos os problemas os clientes procuraram a loja, que tem como carro-chefe calças femininas, masculinas e jaquetas. “Quando faz frio, o cliente procura jaquetas, e quando não está muito frio o pessoal procura calças”, diz.

Calçados – feminino, masculino e infantil 

Segundo a gerente, Sandra Aranda, da loja de calçados feminino, masculino e infantil, esse ano está sendo bem diferente, e não dá para comparar com anos anteriores. “Porque este ano está bem devagar, tem movimento, mas não é como antes”, observa.  

“A gente tinha um movimento bom até o dia 20 de cada mês, e depois dava uma acalmada. Agora não é mais assim. Tem movimento até o dia 12 e depois já acalma de uma maneira que a gente fica perdida, a procura diminui muito apesar das promoções”, explica.  

Sandra ressalta que a estratégia da loja, para fazer frente à nova realidade, foi fazer muitas promoções, ter bons preços, dar prazos, enfim, se adaptar ao cliente e aquilo que ele quer e necessita. “Se é mais desconto que ele precisa, a gente vai até o limite que dá; se for prazo, a gente dá uma esticadinha, mas ainda assim está difícil de vender, e tem dias que não entra ninguém na loja, e todas as despesas continuam”, comenta.   

Na sua avaliação a pandemia está tendo um reflexo bem negativo, que refletiu visivelmente na diminuição das vendas. E se comparar as vendas do inverno atual com o do ano passado, ela acredita que as vendas diminuíram em torno de 30%.

Cama, mesa e banho

Segundo a vendedora, Neusa Rodrigues, de uma loja também no centro de Erechim, que comercializa itens de cama, mesa e banho, linha de enxoval, a realidade está diferente, e as vendas estão boas. “Se está vendendo bem”, disse.

Ela comenta que a pandemia não afetou esse comércio e os clientes continuam comprando. “As vendas não diminuíram este ano em relação ao anterior, tem dias que vende bem, tem dias que para, mas numa avaliação geral está bom”, diz.  

A vendedora atribui esse bom momento a própria pandemia, já que as pessoas estão em casa e aí elas percebem mais o que está faltando, o que não ocorre na correria do dia a dia. “Os clientes usam mais pijamas, querem uma coberta mais gostosa, mais conforto, e como tem que ficar em casa acabam investindo em qualidade de vida e bem-estar”, explica.

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